Os olhos de Jessie permaneciam gélidos enquanto ela encarava aquela direção. Após um breve silêncio, ela disse: — Estamos partindo.
Arthur não conseguia discernir o que ela observava; ele apenas via o quão sombria sua expressão se tornara.
Mantendo o passo, ele perguntou: — Jessie, aquele bastardo do Albus... quer que eu mesmo o pegue? — Ele não acreditava que ela o deixaria escapar ileso.
Jessie não diminuiu a velocidade. — Não. Eu sei exatamente como lidar com ele.
Sua voz fria carregava um tom implacável. Arthur hesitou, pareceu compreender e manteve-se em silêncio.
Um helicóptero aguardava do lado de fora. Jessie e Arthur embarcaram juntos.
Lá embaixo, os homens da ilha estavam em caos — ninguém seria capaz de detê-la agora.
— Jessie, vamos voltar imediatamente? — Arthur perguntou.
Jessie lançou um olhar para a confusão abaixo e depois olhou para ele, calma como sempre. — Você trouxe explosivos, não trouxe?
Arthur assentiu. — Trouxe alguns. Não muitos.
O olhar dela percorreu a ilha novamente. Aquele lugar a enojava.
Sua voz baixou para um sussurro gélido: — Exploda tudo.
Arthur pensou ter ouvido errado. Ele a encarou, atônito. — ?
— Duas bombas. Nivele tudo ao chão — disse ela, observando a ilha com olhos desprovidos de qualquer calor.
Se Albus amava tanto este lugar, que fosse enterrado aqui.
Ela já não se importava se ele era o pai biológico de seu filho. Ele não dava a mínima para o menino de qualquer maneira.
De agora em diante, seu filho teria sua Mamãe. Isso era o suficiente.
Arthur recobrou os sentidos. Aquela era a Jessie que ele conhecia — intensa no amor, ainda mais intensa no ódio.
Albus realmente merecia morrer.
— Entendido — disse Arthur.
Duas bombas foram suficientes para varrer a ilha. Uma atingiu o cais, cortando qualquer rota de fuga; a outra caiu diretamente sobre a vila.
Jessie tinha certeza de que Albus estava dentro daquela casa.
*Boom—*
Após a explosão massiva, ela viu a vila desmoronar, quase totalmente achatada.
Uma fumaça densa rolava pela ilha. Entre os escombros e as pedras estilhaçadas, ela não conseguia ver Albus em lugar algum. Ele devia ter sido despedaçado, enterrado sob a rocha.
No entanto, do nada, seu coração se apertou com força — como se ela não conseguisse respirar.
O que diabos era aquilo?
Albus estava morto. Ela tirara a vida dele com as próprias mãos, vingando seus pais e toda a família Cold.


Ele não viveria muito de qualquer maneira. Mais valia deixar que Jessie acabasse com ele mesma.
Se pudesse morrer pelas mãos dela, ele não teria arrependimentos.
A Irmã Grace deu um tapa no próprio rosto e praguejou: — Bem feito para mim por me intrometer! Se um homem quer morrer, que morra. Eu sou uma idiota!
Ela se arrependeu — deveria ter partido sozinha, não carregado um homem moribundo consigo.
Se ele tivesse sido explodido, ninguém jamais poderia questionar suas habilidades novamente.
— E agora? Quer que eu dê meia-volta e te deixe lá para ser pelos ares? — disparou a Irmã Grace.
Albus continuou encarando a ilha. Jessie realmente o odiava até o âmago — a ponto de querer mandá-lo para os quintos dos infernos.
A mágoa entre eles nesta vida — não havia como desfazê-la.
Uma dor retorceu seu peito. Sangue espesso e metálico subiu por sua garganta. Ele cuspiu uma golfada e desabou.
— Albus! — Irmã Grace olhou para o homem sangrando novamente e suspirou. — Deveria ter deixado você ser explodido em pedacinhos.
…
Quando Jessie chegou em casa, ela já havia se limpado, não querendo que as crianças notassem nada de errado.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....