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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 1105

— Você... mesmo que ele nunca acorde, você ainda ficará ao lado dele? — Gus conteve a fúria que ardia em seu peito e perguntou em voz baixa.

Elise deu a mesma resposta de antes. — Sim.

Gus quis explodir e gritar para que ela acordasse para a realidade, mas ela não estava sendo tola — ela apenas tinha finalmente assumido o que sentia por Jim.

Ele soltou uma risada amarga. — Nunca imaginei que você o amasse tanto. — Disposta a passar a vida inteira guardando um homem em coma.

Ao ver o brilho de dor nos olhos dele, os lábios de Elise tremeram. Ela sussurrou: — Sinto muito.

Gus ficou estático, pego de surpresa. Por que se desculpar do nada?

— Eu sei o que você sente por mim, mas eu realmente não posso te aceitar. Eu até tentei me abrir para outros homens, mas... — O olhar dela voltou para Jim. Ela continuou: — Descobri que, além dele, não consigo gostar de mais ninguém.

Quanto mais Gus ouvia, mais profundamente doía.

— Tudo bem, chega. Eu entendi. — Ele respirou fundo. No fim, ele ainda perdeu para um homem que nem sequer conseguia se mexer.

— Você não precisa se desculpar. Gostar de você foi uma escolha minha. Você não me deve nada. É só que... você ainda é tão jovem. Não pode gastar todo o seu tempo com ele — disse Gus, ainda relutante em desistir.

O canto da boca de Elise curvou-se levemente. — Se for um tempo passado com ele, não é um desperdício.

Algo travou na garganta de Gus. Ele não tinha ideia do que mais dizer. Sua mão ao lado do corpo cerrou-se lentamente em um punho.

*Tudo bem... isso é apenas o começo. Dê um ano ou dois, e ela vai esgotar essa paciência com o Jim.* Ele tinha certeza disso.

A polícia havia confirmado oficialmente a prisão de Nan Qing por tentativa de homicídio.

Assim que seus ferimentos cicatrizassem, ela seria enviada para a prisão.

Desta vez, ela não resistiu. Antes de ir para o cárcere, ela só queria ver Jim uma última vez.

Seguranças ainda montavam guarda na porta do quarto de Jim. Ela não conseguia entrar.

— Por favor, deixem-me entrar. Só quero olhar uma vez — implorou ela aos seguranças.

Eles mantiveram a linha, com rostos inexpressivos. A ordem era clara: ninguém além da equipe médica poderia entrar — especialmente Nan Qing.

Dentro do quarto, Elise ouvia as súplicas de Nan Qing. Ela não pretendia sair e não tinha a menor intenção de permitir que os guardas a deixassem entrar.

Em apenas alguns dias, ele havia envelhecido muito. Seu cabelo estava totalmente branco, seu corpo fraco. Ele só conseguia se deslocar em uma cadeira de rodas.

— Vovô... — Nan Qing deixou escapar.

Os olhos nublados dele fixaram-se nela, frios como um túmulo. — Eu não sou seu avô. Não me chame assim — disse ele, com a voz gélida.

O couro cabeludo dela formigou sob aquele olhar aterrorizante. Certo — Jim já havia se divorciado dela. Ela não tinha o direito de chamá-lo de vovô.

Abalada e culpada, Nan Qing caiu de joelhos diante do ancião e soluçou: — É tudo culpa minha. Fui eu quem fez isso com o Ajin. Eu me arrependo tanto, buuu...

— Arrependimento? Quanto vale o seu arrependimento? Ele pode fazê-lo acordar? — o patriarca da família Nielsen disparou.

— Eu... eu... — Ela não conseguiu responder. Depois de chorar um pouco, ela engasgou: — Se eu pudesse, gostaria que quem estivesse deitado ali fosse eu, não ele.

— Hah. Você fez isso com ele. Você pagará o preço — disse ele, com os olhos estreitados, um calafrio sanguinário cintilando neles.

Um calafrio cortante percorreu Nan Qing. Ela não conseguia parar de tremer.

Ela não compreendeu o que ele realmente quis dizer e gaguejou entre lágrimas: — Se ele puder acordar, eu pagarei qualquer preço.

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