O Sr. Arthur falou com Jessie com sincera bondade: “Que tal o tio Joseph fazer o café da manhã para você amanhã?”
O Sr. Nielsen lançou-lhe um olhar gélido de soslaio, seus olhos azuis estreitando-se. Seria aquilo uma provocação deliberada?
“Uh… faça o café da manhã para a minha mamãe, em vez disso”, deixou escapar Jessie, com os olhos escuros brilhando enquanto uma ideia lhe ocorria. Ela abraçou o braço do pai. “Papai, você pode ficar aqui e me fazer companhia por alguns dias?”
Com ambos os pais por perto, a casa finalmente parecia um lar. O medo que sentia começou a dissipar-se.
O Sr. Nielsen afagou a cabeça da filha. “Está bem.” Ele não pediu a opinião da Srta. Elise. Era um pedido da filha deles — ela não se oporia.
Joseph franziu o cenho profundamente, sentindo o sinal de alerta. O Sr. Nielsen iria realmente ficar ali por dias?
Isso significava que… ele teria que vir com frequência e manter vigilância para que o Sr. Nielsen não tentasse nenhuma manobra.
A Srta. Elise sentiu a pressão. Jessie precisava do pai, certamente. Mas o Sr. Nielsen morando ali… não era exatamente conveniente.
Joseph precisava trabalhar, então, após o café da manhã, teve que sair.
Ele insistiu que a Srta. Elise o acompanhasse até a porta. Na entrada, ele parecia mortalmente sério. “Elise, você planeja mesmo deixar o Sr. Nielsen se mudar para cá?”
“A Jessie precisa dele agora.” Ela não tinha uma opção melhor.
Joseph respirou fundo. “Eu entendo. Mas tenha cuidado. Ele não é exatamente um bom sujeito.”
“Eu o conheço melhor do que você.” Ela sorriu levemente.
O cenho de Joseph se fechou ainda mais. “Preocupa-me que ele tenha segundas intenções com você.” Viver sob o mesmo teto poderia reacender sentimentos antigos, e isso o assustava.
“A Jessie está aqui. Ele não tentaria nada na frente dela. Relaxe. Além disso… ele tem uma família.” Ela não acreditava que o Sr. Nielsen seria infiel.
E ela também não seria a outra mulher.
“Passarei aqui depois do trabalho”, disse Joseph, ainda inquieto com a presença do Sr. Nielsen.
“Tudo bem.” A Srta. Elise assentiu.
“Jantaremos juntos hoje à noite. Eu cozinho.” Ele deixou claro — não queria que o Sr. Nielsen roubasse sua chance de cozinhar para elas.
“Está bem.” Ela concordou, achando que ele estava um pouco tenso demais.
Após observar Joseph partir da soleira da porta, a Srta. Elise virou-se para entrar — apenas para colidir direto com uma parede de músculos.
O Sr. Nielsen havia aparecido atrás dela sem emitir um som.
Ela recuou para se equilibrar. “Por que você está aqui?” Aproximar-se sorrateiramente assim — estava tentando assustar alguém?
O Sr. Nielsen sustentou o olhar dela, com a voz fria. “Ele entra e sai da sua casa sempre que quer?”
“Você quer dizer o Joseph?” Ela inclinou o queixo. “Ele mora na porta ao lado. Visitamos um ao outro o tempo todo.” Não havia nada de estranho nisso.
“Onde você quer ir?” Perguntou a Srta. Elise.
“Ao aquário.” Jessie já havia planejado isso com o pai na noite anterior.
“Se é o que você quer, então vamos lá.” Ela não estava trabalhando no momento — havia tirado uma licença para relaxar e ajudar a filha a descontrair.
Mãe e filha vestiram roupas casuais, entraram no carro do Sr. Nielsen e seguiram para o aquário no centro da cidade.
Na entrada, o Sr. Nielsen comprou três ingressos. Ele e a Srta. Elise seguravam, cada um, uma das mãos de Jessie ao entrarem.
“Papai, meus colegas de classe disseram que aqui tem grandes tubarões-brancos. Eu quero ver um.”
“Eles têm mais do que tubarões-brancos — toneladas de criaturas marinhas. Podemos ver o que você quiser.”
“Então vamos primeiro para o túnel subaquático!” Jessie estava radiante, puxando-os para o interior.
O local estava bastante cheio. O Sr. Nielsen pegou Jessie no colo.
De repente, uma criança passou correndo e esbarrou na Srta. Elise. Ela tropeçou com um leve arquejo.
O pequeno travesso continuou correndo, sem sequer olhar para trás para pedir desculpas.
O Sr. Nielsen segurou a mão dela a tempo, para que ela não perdesse o equilíbrio e colidisse com outra pessoa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....