— Mãe, você está bem? — perguntou Jessie, com preocupação nos olhos.
Rhea já havia se recomposto. Ela balançou a cabeça. — Estou bem. Vamos.
Instintivamente, ela tentou soltar a mão da grande palma do homem, mas ele apertou o aperto, não permitindo que ela se afastasse.
— Tem muita gente. Fique por perto para não se perder — disse ele, com total seriedade, sua mão larga ainda travada na dela.
A pulsação dela acelerou. Ela quis dizer que não era necessário — que não era mais uma criança — mas ele simplesmente a segurou e continuou caminhando, com zero intenção de soltá-la.
As pessoas passavam esbarrando. Aquele não era o lugar para ficar puxando o braço de um lado para o outro, então ela permitiu que ele a conduzisse.
Eles entraram no túnel subaquático, e a sensação era de estarem dentro do oceano aberto. Cardumes de peixes passavam sobre suas cabeças e ao longo das paredes de vidro ao lado deles.
— Mãe, pai, olhem! Um grande tubarão-branco!
Do fluxo cintilante de peixes, uma forma massiva surgiu deslizando. Os outros peixes se dispersaram, abrindo caminho.
Pelo teto transparente do túnel, o grande tubarão-branco cruzava as águas como um patriarca patrulhando seu território.
Jessie estava maravilhada, com os olhos acompanhando cada movimento do tubarão.
Rhea olhou para a filha. Talvez pelo fato de ambos os pais estarem ali, Jessie não demonstrava nada da ansiedade que vinha carregando.
Ela esperava que sua menina voltasse a ser como era antes. Ainda assim, as sombras mais profundas não desapareceriam do dia para a noite.
Eles deixaram o túnel subaquático e seguiram para o show dos golfinhos.
— É uma mamãe e um papai golfinho com o filhote deles!
Os três se sentaram na arquibancada. Era o primeiro show de golfinhos de Jessie, e ela estava com os olhos arregalados de fascínio.
Ao sinal do treinador, três golfinhos saltaram juntos e atravessaram um grande arco, em perfeita sincronia, arrancando aplausos.
O treinador jogou uma bola na água. Os três golfinhos a equilibraram e brincaram juntos, totalmente em sintonia.
— Eu acho que o filhote de golfinho é o melhor — disse Jessie aos pais.
— O papai golfinho também é ótimo. Ele protege o filhote e a mamãe — disse Jim.
Rhea ouvia a conversa entre pai e filha e sorria.
O show terminou rápido. Quando saíram do aquário, Jessie ainda não queria ir embora.
— Pai, quando você tiver tempo, pode levar a mamãe e eu de novo?
Jim apertou o nariz dela. — Se você quiser ir, podemos ir a qualquer momento.
— Uau, estou faminta. Vamos comer — soltou Jessie, subitamente tocada por como era bom ter os dois pais por perto. Um desejo audacioso passou por sua mente — ela queria que eles voltassem a ficar juntos.
A Sra. Kelner encarou a foto, com os punhos cerrados, o ódio e a fúria fervendo. Que não viessem dizer que não estava acontecendo nada entre eles. Nem em um milhão de anos.
Rhea era realmente desavergonhada. Vivia dizendo que não tinha nada com Jim, mas usava a própria filha como pretexto para seduzi-lo em particular.
Naquela noite, após um dia inteiro de diversão, Jessie estava exausta.
Rhea deu banho nela e estava secando seu cabelo.
A cabeça da menina descansava no colo de Rhea, com seus cabelos pretos espalhados.
Rhea observava a filha. Jessie estava se tornando uma jovem adolescente graciosa — alguém que você simplesmente queria proteger do mundo.
— Mãe, eu me diverti tanto hoje — disse Jessie de repente.
— Eu também — respondeu Rhea.
Jessie ergueu a cabeça rapidamente. — Sério? — Ela a encarou, querendo ver se ela falava a verdade.
Rhea terminou de secar o cabelo, desligou o secador e sorriu. — Claro que sim.
Jessie sentou-se e olhou diretamente para ela. — Não é muito divertido estar com o papai?
Rhea tinha acabado de pousar o secador. A pergunta a fez pausar. Ela se virou para encontrar os olhos da filha e manteve o sorriso. — Sim. Nós dois nos divertimos muito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....