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O Mar Que Quis Me Afogar, Me Deu um Novo Amor romance Capítulo 4

— Hah! Eu, Aelita, ainda não cheguei ao ponto de estar tão desesperada que ninguém me queira. Já que você escolheu a Lina, então, por favor, desapareça da minha frente!

A expressão de Octávio tornou-se, num instante, medonha.-

— Aelita, me escute. Naquele momento eu não consegui distinguir quem era você e quem era a Lina. Eu já estava perto dela, só pude salvá-la primeiro...

Aelita soltou uma risada abrupta e sarcástica. Hah, esse era o homem que ela amou por cinco anos?

— Octávio, poupe-me desse discursinho barato! A partir de agora, eu, Aelita, tenho um novo namorado.

Ao terminar a frase, Aelita deu um passo à frente e segurou intimamente no braço de Lázaro, erguendo levemente o queixo num gesto de expulsão.

— Agora, por favor, vá embora. Não atrapalhe o meu descanso e o do meu namorado.

— Namorado? — O rosto de Octávio foi tomado por um ciúme instantâneo, seus olhos fixaram-se em Lázaro com uma expressão sombria. — Aelita, não se rebaixe só para me provocar. Ele não é digno de você.

Os olhos profundos de Lázaro estreitaram-se ligeiramente, emitindo um brilho frio. Ele não demonstrou raiva, apenas retirou o braço que Aelita segurava e, com naturalidade, envolveu os ombros dela, trazendo-a para mais perto de seu peito.

Aquele gesto, repleto de possessividade e proteção, foi mais impactante do que qualquer palavra.

— Sr. Guedes — disse Lázaro. — O que ela disse já ficou bem claro. Preciso 'convidá-lo' a se retirar?

O tom usado na palavra convidar carregava um aviso denso e perigoso.

Octávio olhou para Aelita, que parecia fria como o gelo, como se fosse outra pessoa, e depois para Lázaro, cuja aura era poderosa e a identidade, um mistério. Ele ajeitou o colarinho desarrumado e rangeu os dentes.

— Certo, muito bem. Aelita, você está se achando. É melhor não se arrepender.

Octávio lançou essa última ameaça, fuzilou o casal com um olhar sombrio e, finalmente, virou as costas e saiu.

No instante em que a porta se fechou, os nervos tensos de Aelita relaxaram subitamente, e seu corpo balançou.

Nesse momento, uma mão grande e quente amparou sua cintura, e uma voz preocupada soou acima de sua cabeça:

— Você está bem?

Ele inclinou o corpo levemente para frente, travando o olhar nos olhos dela, que tentavam se esquivar.

— Srta. Almeida, pergunto agora formalmente: aceita ser minha namorada? Com o casamento como premissa.

Aelita ficou paralisada. Seu coração começou a bater descontroladamente.

Com o casamento como premissa?

Mas eles se conheciam há menos de uma hora.

Olhando para a seriedade nos olhos daquele homem, um pensamento ainda mais audacioso e louco surgiu em sua mente: já que era para dizer adeus ao passado, por que não ser radical? Já que era para recomeçar, por que não resolver tudo de uma vez?

Ela respirou fundo, como se reunisse todas as suas forças, e sustentou o olhar focado dele.

— Lázaro, vamos nos casar! Amanhã, quando o cruzeiro atracar, vamos ao cartório registrar a união.

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