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O Mar Que Quis Me Afogar, Me Deu um Novo Amor romance Capítulo 5

Ela pensou que essa frase assustaria o homem. Sentiu até um leve arrependimento por sua impulsividade, mesmo que não fosse responsável pela própria vida, deveria ser responsável pela vida dele, não?

Ele não a conhecia. Ela estava praticamente se jogando para casar com ele. E se ele quisesse apenas namorar para ver no que dava?

Justo quando o coração de Aelita batia como um tambor e ela pensava em recuar, Lázaro assentiu e soltou uma única palavra, de forma seca e direta:

— Certo.

Dessa vez, foi a cabeça de Aelita que zumbiu.

Ele... aceitou?

E com esse tom tão indiferente?

Parecia que ela não tinha proposto um casamento para a vida toda, mas sim convidado para tomar café da manhã.

— Vo... você não quer pensar melhor? — Aelita não resistiu e perguntou. — Nós nos conhecemos há uma hora, você nem sabe que tipo de pessoa eu sou...

Lázaro recostou-se no sofá.

— Eu nunca me arrependo das decisões que tomo.

Aelita piscou os olhos, lembrando-se de que seus documentos estavam na bolsa. Originalmente, ela planejava descer do cruzeiro amanhã e ir direto registrar o casamento com Octávio.

Quem diria que, em um dia, ela trocaria de marido.

Aelita fechou os olhos brevemente, tomada por uma determinação de quem não tem nada a perder.

— Certo. Vamos ao cartório.

Pouco depois, Lázaro pegou o celular e preparou-se para sair.

— Vo... você vai aonde? — Aelita instintivamente o chamou.

Lázaro parou, e um leve sorriso curvou seus lábios.

— Ainda não somos casados, não é apropriado dormirmos no mesmo quarto. Vou me arranjar no quarto de um amigo esta noite.

O rosto de Aelita esquentou instantaneamente.

— Ah, tudo bem.

— Se seu ex-noivo vier causar problemas, me ligue. — Ele entregou um celular novo para ela. — O primeiro número gravado é o meu.

Era o celular de trabalho dele, enquanto o que ele segurava era o pessoal.

— Obrigada. — Aelita pegou o aparelho e observou a figura imponente do homem desaparecer pela porta. Ela ainda não conseguia processar tudo.

Ela... tinha acabado de se casar?

Casou-se com um homem que conhecia há uma hora, cuja identidade exata ela nem sabia?

Tudo aquilo era absurdo e, ao mesmo tempo, parecia um sonho.

Em seguida, Aelita contou sobre o salvamento e a notícia do casamento.

— O quê? — Luana arregalou os olhos, incrédula.

—

Na suíte presidencial de Octávio, ele andava de um lado para o outro, irritado, encarando o celular. Ele havia mandado seus homens investigarem o homem chamado Lázaro, queria saber quem era o sujeito que tinha levado sua noiva.

Roubar a mulher de Octávio? Ele achava que tinha cacife para isso?

O celular de Octávio finalmente tocou. Ele atendeu quase arrancando o aparelho da mesa.

— Fale!

— Diretor Guedes, encontramos — relatou o subordinado. — O nome dele é Lázaro, tem vinte e oito anos. Serviu nas forças especiais e deu baixa há oito anos por ferimentos. Atualmente é engenheiro na Tecnologia Astral.

— Qual cargo? — Octávio franziu a testa.

— Um consultor comum no departamento técnico.

O tom de Octávio foi de incredulidade e profundo desprezo.

— Um ex-milico? E um simples engenheirozinho? — Ele continuou: — Tem certeza? Ele não tem outro histórico?

— Pode ficar tranquilo, Diretor Guedes. Chequei tudo, não tem nada. O histórico é limpo, família militar comum, pai não encontrado, mãe é professora universitária de história aposentada — afirmou o subordinado.

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