Juliana engasgou com o vinho, tossiu duas vezes e arregalou os olhos.
— CASAMENTO?! Pára tudo! Meu Deus, eu já tô vendo o figurino. Quero ser a primeira da lista de madrinhas, viu? Nada daquela roupa bege pavorosa de novo.
— Mas é claro que você vai ser a madrinha, doida!
Isabel riu, jogando uma almofada na amiga.
— Só que dessa vez, esquece! Nada de castelo, nada de orquestra com quinhentos violinos e zero buffet com fumaça decorativa. Da última vez eu fiz um festão de cinema e o que me rendeu? Um belo par de chifres e uma conta bancária chorando. Agora vai ser raiz: cartório, assinatura de caneta bic, rodada de pizza na esquina e ponto final. Algo super íntimo, só a gente, nossos amigos mais próximos e a família dele. Que, aliás, é um amor! A sogra me trata como rainha e o sogro me dá pote de sorvete de presente. Outro nível.
— Amiga, que sabor ver você assim.
Juliana suspirou, emocionada, cruzando os braços.
— Trabalho novo brilhando, homem maravilhoso na palma da mão, paz de espírito... Só tá faltando uma coisa: depois que assinar a papelada no civil, eu quero sobrinhos, ouviu bem? Já tô treinando o papel de tia rica e desequilibrada que compra brinquedos barulhentos.

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