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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 393

PRÓLOGO

VINTE ANOS DEPOIS...

O ar na sala principal da mansão Salvattore estava denso, quase sufocante. A poeira dançava no facho de luz da tarde, mas o verdadeiro perigo vinha das mãos tensas de Henry Salvattore. Suas veias saltavam enquanto seus dedos prensavam a garganta do jovem diante dele.

— Henry, querido, por favor, solte o rapaz!

Zoe avançou, a voz trêmula de pânico, cobrindo as mãos do marido com as suas.

— Você vai matá-lo sufocado! Solte o pescoço dele, Henry!

— Rapaz?!

Henry rugiu, o rosto inflamado pela fúria, os olhos cravados no jovem que mantinha sob seu domínio.

— Ele não é a porra de um simples rapaz, Zoe! Você faz ideia do que ele faz no escuro?! Ele mata pessoas a sangue frio! Sabe realmente quem ele é?! Nossa filha enlouqueceu de vez! Eu sabia... eu sabia que era um erro desgraçado ter deixado a Giovanna estudar em Nápoles. E olha o que ela nos trouxe de volta! Um Caccini! Um maldito Caccini.

Henry desferiu um empurrão velado, mas o rapaz mal vacilou a base, mantendo o olhar firme.

— A Camorra é uma das organizações mais sanguinárias do planeta.

Vociferou Henry, o peito subindo e descendo com violência.

— E este aqui é Pietro Caccini, o único herdeiro do Don Renzo Caccini! Ele foi criado para ser o rei daquele inferno, desde criança! E eu prefiro ver minha filha morta a vê-la coroada como a rainha da máfia no futuro!

Zoe deu um passo para trás, chocada. Lentamente, ela virou o rosto para o sofá de couro italiano no centro da sala. Giovanna estava ali, pernas cruzadas com uma elegância impecável, avaliando com calma impecável o tom de esmalte vermelho de suas unhas.

— Você sabia disso, Giovanna?

A voz de Zoe falhou.

— Você sabia que ele é filho do homem mais perigoso da Itália?

Giovanna nem sequer piscou. Devagar, soprou os dedos para secar o esmalte e ergueu o queixo, sustentando o olhar estarrecido da mãe com um deboche frio.

— Mas é claro que eu sei, mãe. Sei exatamente quem é a família do Pietro, conheço cada detalhe do império do pai dele e sei muito bem onde estou pisando.

— E você fala com essa calma?!

Henry esbravejou, a voz ecoando pelas paredes de mármore.

— Você é uma irresponsável! Eu deveria ter te mandado para Nova York, bem longe dessa podridão europeia!

Apressado pelo aperto em seu pescoço, Pietro ergueu as mãos em um gesto de paz. Ele não usou a força. Ele não precisava.

— Eu amo sua filha, senhor Salvattore!

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