O tempo parecia voar para Vittória, mas cada segundo daqueles trinta dias transbordou expectativa. Quando o resultado finalmente chegou, a emoção tomou conta da casa: a família cresceria de uma só vez com dois meninos e uma menina. Um verdadeiro milagre triplo.
A rotina no espaçoso apartamento de luxo do casal havia ganhado uma nova vida, repleta de cuidado e afeto. Ada, a mãe de Vittória, praticamente havia se mudado para lá. Não abandonava a filha por nada, fazendo questão de cercá-la de mimos, chás quentinhos e todo o suporte necessário para atravessar com tranquilidade os desafios dos primeiros meses dessa gestação tão especial.
Em uma tarde ensolarada, enquanto descansavam na sala, Ada ajeitou a almofada nas costas da filha com carinho e, olhando para a barriguinha que já começava a despontar, não segurou a curiosidade:
— Filha, meu amor... e os nomes desses anjinhos? Vocês já conseguiram se decidir?
Valério, que estava sentado ao lado de Vittória acariciando suavemente sua mão, abriu um sorriso radiante e tomou a palavra, olhando com cumplicidade para a esposa:
— Ah, minha sogra, nós fizemos um acordo perfeito! Como são três, dividimos as honras: eu fiquei com a missão de escolher os nomes dos dois meninos, e a Vittória, claro, escolhe o da nossa menininha, a nossa pequena princesa.
Ada deu uma risadinha gostosa, ajeitando os óculos:
— É mesmo? Estou curiosíssima! Então conte logo, meu genro, quais são?
— Os nossos dois garotos vão se chamar Andreas e Luca.
Anunciou Valério, com o peito cheio de orgulho e os olhos brilhando.
Os olhos de Ada se encheram de d'água. Ela sorriu com a alma aquecida, encantada com a força e a doçura das escolhas.
— Que escolhas maravilhosas, meu filho! Nomes fortes, lindos demais! E, virando-se para a filha com um olhar transbordando dengo, perguntou:

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