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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 354

O ar gelado de Zurique parecia cortar a pele, mas nada se comparava ao frio que estilhaçava o peito de Nicola enquanto a turbina do jato particular rugia. Três meses haviam se passado, mas bastou uma ligação de emergência para ruir qualquer barreira: sétimo mês de gestação, dores lancinantes, risco iminente.

Ao desembarcar na Suíça, ele não esperou por escolta. Pilotou até o hospital como se apostasse corrida com o próprio destino. Cruzou os corredores assépticos, o cheiro de antisséptico sufocando seus pulmões, até encontrar a recepção.

— Por favor, o médico da paciente Caterina Visconti.

A mulher olhou no computador e disse.

— A última porta a esquerda no corredor.

Ao chegar, ele não bateu, entrou feito um louco.

— Doutor, pelo amor de Deus, como Caterina Visconti está?

A voz de Nicola saiu mais desesperada do que ele gostaria de admitir.

O médico ajustou os óculos, os olhos graves fixos no prontuário pesado em sua mesa.

— A Sra. Visconti sofreu um descolamento severo de placenta. Conseguimos conter o sangramento e ela está estável, mas a gestação continua em altíssimo risco. Qualquer pico de estresse pode ser fatal para o bebê. Ela ficará internada, sob vigilância contínua, sem qualquer previsão de alta.

O chão sob os pés de Nicola pareceu ceder. Sem emitir mais uma palavra, ele caminhou a passos largos até a ala VIP. Ao empurrar a porta pesada de carvalho, o cenário que o esperava fez seu coração apertar.

Caterina parecia uma sombra do que já fora. Deitada sobre os lençóis brancos, sua pele ostentava uma palidez assustadora, quase transparente. O tubo do acesso intravenoso contrastava dolorosamente com a fragilidade de seu braço. Ao ouvir o barulho da porta, ela virou o rosto devagar. Os olhos, marejados e fundos, encontraram os dele.

— Nicola...

A voz dela não passava de um sussurro embargado.

— Por favor, não deixa o nosso filho ir embora... Eu juro que segui tudo à risca! Eu fui cuidadosa, eu juro! Não sei o que aconteceu... A dor começou rasgando minha barriga ontem cedo, parecia que eu ia morrer. Se a governanta não tivesse agido rápido...

A emoção a sufocou. Nicola aproximou-se da leito, a mandíbula contraída, tentando desesperadamente manter a armadura de gelo.

— Você não vai perder essa criança, Caterina. Eu dou a minha palavra.

Disse ele, a voz firme, quase imperiosa.

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