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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 308

Respondeu Nicola, com uma voz fria, desprovida de qualquer vestígio de emoção.

— O meu filho não vai carregar o peso de ser um bastardo. Ele vai ter o sobrenome Moretti, a herança e a mãe dele terá o casamento que a sociedade exige. E você sabe muito bem que meu contrato de namoro falso com a Juliana sempre foi um escudo para proteger a Caterina da rejeição da nossa família. Só falta um mês. Quando o contrato acabar, a Juliana vai terminar tudo comigo, me deixar como o namorado abandonado e coitado da história, e a minha família não terá como contestar quando eu assumir a Caterina com a criança.

Valério encarou o primo com uma mistura de nojo e indignação. Deixou o copo estalar na mesa de centro.

— Nicola... você é um canalha da pior espécie. O que você está fazendo com a Juliana é de um egoísmo e crueldade. Ela é uma garota incrível, leal, que não merece ser usada como peça de xadrez no seu jogo doentio! Eu torço do fundo do meu coração para que você se arrependa amargamente por cada lágrima que fizer aquela menina chorar. Tomara que ela encontre um homem de verdade que a ame como ela merece, porque você nunca vai ser feliz com a Caterina. Você ama a Juliana! Está cometendo a maior idiotice da sua vida. Assuma o bebê, garanta o futuro da criança, mas não se acorrente a essa mulher! Deixa de ser cego!

A veia no pescoço de Nicola saltou, e ele encarou Valério com fúria contida.

— Você ficou louco, Valério?! Eu sou um Moretti! O meu filho tem que crescer dentro da dinastia Moretti, sob o mesmo teto que o meu! Se eu não me casar com a Caterina, a alta sociedade vai llmassacrá-los, tratando-o como um bastardo pelo resto da vida. Eu jamais vou permitir isso. E a nossa família quando descobrir sobre a criança vão aceitar a Caterina. Eu vou me casar com ela e ponto final.

Valério se levantou, ajeitou a jaqueta e olhou para o primo com profunda pena.

— Então faça a desgraça que você quiser com a sua vida, Nicola. Mas não conte com a minha aprovação para essa sujeira. Você não está construindo uma família... está caminhando de olhos abertos para a sua própria ruína.

✨

Naquela mesma tarde, Caterina visitava seus pais. A luz alaranjada do fim de tarde atravessava as altas janelas de fita da mansão Visconti, projetando sombras longas sobre os móveis de carvalho já gastos. Por fora, a imponência da arquitetura ainda ostentava o prestígio da família; por dentro, porém, o ar carregava o peso sufocante de uma decadência prestes a ruir.

Caterina ajeitou a gola do casaco de alfaiataria antes de se sentar diante dos pais. A xícara de porcelana nas mãos de sua mãe, Lucrécia, tremia levemente, um detalhe imperceptível para estranhos, mas um claro sinal de desespero para quem a conhecia.

— Eu estou grávida!

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