— Eles já estavam ansiosos por essa cartada final de qualquer jeito. É o golpe perfeito.
— Só não se esqueça de mim quando estiver no topo do império Moretti, ouviu?
Disse Anitta.
— Jamais, querida. Jamais
Finalizou Caterina, desligando com um estalo sarcástico.
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Na tarde de domingo, a luz do sol cortava as persianas do luxuoso apartamento de Nicola, mas o clima no ambiente parecia de velório. Quando Valério entrou, encontrou o primo jogado no sofá, com olheiras profundas e a fisionomia desgastada de quem passara a noite em claro conversando com seus próprios demônios.
Valério, ostentando um sorriso radiante, soltou uma risada debochada ao ver o estado do primo.
— Que cara de enterro é essa, Nicola? Não dormiu nada? Passou a noite inteira no fogo com a Caterina de novo?
Provocou ele, servindo-se de água antes de se encostar no balcão.
— Olhando para você, até me sinto mal por estar tão bem. Tive uma noite espetacular com a Vittória. Cara, eu estou completamente maluco por aquela mulher. É o amor da minha vida. Como é que eu demorei tanto tempo para enxergar o óbvio?
Nicola mal se mexeu, encarando o teto.
— É... Pelo seu entusiasmo, a noite foi inesquecível. Tá com uma cara ridícula de bobo apaixonado. Parece que a Vittória finalmente conseguiu dobrar o maior garanhão da Itália. Fim da farra?
— Fim definitivo.
Garantiu Valério, com um brilho genuíno nos olhos.
— E eu não sinto a menor falta da libertinagem. A Vittória é única. Estou perdido por ela.
Nicola suspirou fundo, sentando-se devagar. O semblante grave fez o sorriso de Valério desaparecer aos poucos.

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