— Posso?
A voz dele saiu rouca, quase um sussurro quebrado pela emoção.
Vittória umedeceu os lábios e engoliu em seco. O olhar dela oscilava entre a timidez e o desejo avassalador que se acendia em seu ventre.
— Pode o quê, Valério?
Provocou ela, embora a respiração curta traísse seu nervosismo.
Enfrentando o medo da renúncia dela, ele disse:
— Posso tocar você? Fazer amor com você, minha saracura?
Vittória soltou um suspiro entredentes, um misto de fingida indignação e puro afeto.
— Até quando você vai me chamar por esse apelido ridículo?
— Pra mim você sempre será a minha Vittória... a minha saracura.
Disse ele, a voz impregnada de uma doçura profunda que fez as pernas dela bambearem.
Como resposta, Vittória abandonou as palavras. Rompendo a hesitação, ela estendeu a mão devagar e a pousou suavemente sobre a virilha dele. No instante em que os dedos dela sentiram a rigidez e o calor pulsante através do tecido, Valério entreabriu os lábios, perdendo o fôlego por completo. Assustada com a intensidade da reação dele e com a firmeza do que tocava, ela recolheu a mão em um reflexo rápido. Estava muito mais rígido do que ela jamais imaginara.
Percebendo o receio dela, Valério segurou seu pulso com extrema delicadeza e guiou a mão dela de volta. Dessa vez, Vittória não recuou. Ela permitiu que seus dedos traçassem o formato dele, descobrindo o ritmo de um carinho suave, fluido e terrivelmente provocante.
— É tudo tão diferente com você...
Murmurou Valério, fechando os olhos por um segundo para não perder o controle ali mesmo.
Vittória deu uma risadinha baixa, um som vibrante que servia tanto para mascarar a timidez quanto para conter o fogo que irrompia dentro do seu próprio corpo.
— Tudo comigo será diferente, Valério. Escreva o que estou dizendo.
— Ah, meu Deus... eu espero mesmo

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