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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 302

— Posso?

A voz dele saiu rouca, quase um sussurro quebrado pela emoção.

Vittória umedeceu os lábios e engoliu em seco. O olhar dela oscilava entre a timidez e o desejo avassalador que se acendia em seu ventre.

— Pode o quê, Valério?

Provocou ela, embora a respiração curta traísse seu nervosismo.

Enfrentando o medo da renúncia dela, ele disse:

— Posso tocar você? Fazer amor com você, minha saracura?

Vittória soltou um suspiro entredentes, um misto de fingida indignação e puro afeto.

— Até quando você vai me chamar por esse apelido ridículo?

— Pra mim você sempre será a minha Vittória... a minha saracura.

Disse ele, a voz impregnada de uma doçura profunda que fez as pernas dela bambearem.

Como resposta, Vittória abandonou as palavras. Rompendo a hesitação, ela estendeu a mão devagar e a pousou suavemente sobre a virilha dele. No instante em que os dedos dela sentiram a rigidez e o calor pulsante através do tecido, Valério entreabriu os lábios, perdendo o fôlego por completo. Assustada com a intensidade da reação dele e com a firmeza do que tocava, ela recolheu a mão em um reflexo rápido. Estava muito mais rígido do que ela jamais imaginara.

Percebendo o receio dela, Valério segurou seu pulso com extrema delicadeza e guiou a mão dela de volta. Dessa vez, Vittória não recuou. Ela permitiu que seus dedos traçassem o formato dele, descobrindo o ritmo de um carinho suave, fluido e terrivelmente provocante.

— É tudo tão diferente com você...

Murmurou Valério, fechando os olhos por um segundo para não perder o controle ali mesmo.

Vittória deu uma risadinha baixa, um som vibrante que servia tanto para mascarar a timidez quanto para conter o fogo que irrompia dentro do seu próprio corpo.

— Tudo comigo será diferente, Valério. Escreva o que estou dizendo.

— Ah, meu Deus... eu espero mesmo

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