O dia seguinte despertou Nicola com uma dor lancinante latejando atrás dos olhos, uma ressaca implacável que fazia o quarto girar em câmera lenta. Ao virar o rosto no travesseiro, o estômago dele afundou: Caterina dormia ao seu lado, os cabelos loiros espalhados pelos lençóis de seda. Uma lacuna completa cobria sua memória. Ele simplesmente não tinha a menor ideia de como havia parado ali, na cobertura de luxo dela.
Tentando não produzir o menor ruído, ele se esgueirou para fora da cama e caminhou a passos lentos até o banheiro. Sob o jato de água morna, tentou desesperadamente organizar as memórias da noite anterior, mas tudo o que encontrou foi uma névoa densa.
Ao sair do banho, com a toalha amarrada na cintura, deu de cara com Caterina já acordada. Ela estava reclinada contra os travesseiros, ostentando um sorriso de pura satisfação.
— Bom dia, Nicola, meu amor…
Disse ela, com a voz aveludada carregada de insinuação.
— Essa noite você acabou comigo. Você estava simplesmente insaciável.
Nicola parou na porta do banheiro, encarando a mulher completamente nua na cama. Um desconforto frio subiu por sua espinha.
— Bom dia, Caterina.
Respondeu ele, mantendo a voz o mais neutra possível enquanto caminhava em direção às suas roupas.
— Eu já estou de saída. Prometi que tomaria café da manhã com o meu avô.
Era uma mentira descarada. A menção ao avô foi apenas a primeira desculpa que sua mente confusa conseguiu formular para escapar daquele apartamento o mais rápido possível.
Caterina fez um biquinho desapontado, cruzando os braços sob o peito.
— Poxa, amor, achei que você fosse tomar café comigo. Ontem você estava tão ousado, tão livre, acho que praticamente executamos todas as posições… Acho que quando você bebe, perde essa rigidez toda, fica mais solto, mais ousado. Eu amo essa sua versão: mais desinibida, mais safado.
As palavras dela soavam como um alarme na cabeça de Nicola. O pânico sutil começou a se transformar em uma angústia real.
— Eu cheguei tão bêbado que nem lembro da metade do que aconteceu.
Desabafou ele, encarando-a fixamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO Italiano e a Brasileira