Entrar Via

O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 254

A noite já ia funda quando os pneus do carro de luxo cantaram sobre o cascalho da entrada da Mansão Visconti. Caterina bateu a porta do veículo com tanta violência que o som ecoou no silêncio pesado da propriedade. Por dentro, ela fervia. Cada passo em direção ao grande salão era acompanhado pela batida seca de seus saltos contra o mármore reluzente.

Ao cruzar o imponente arco da sala de estar, deparou-se com sua mãe. Lucrécia Visconti, elegante como sempre, sustentava uma taça de cristal entre os dedos finos enquanto observava a noite pela janela. Ao notar a presença da filha, girou sobre os saltos, a testa franzida em preocupação imediata.

— Que cara é essa, Caterina?

Perguntou Lucrécia, aproximando-se com passos suaves.

— O que aconteceu, minha filha?

Bastou o tom acolhedor da mãe para que o orgulho de Caterina se estilhaçasse. As lágrimas, antes contidas pelo ódio, transbordaram quentes por seu rosto. Ela jogou a bolsa de grife sobre o sofá de veludo e levou as mãos à cabeça, desabando em um choro tenso.

— Mãe... que ódio! Eu nunca senti tanto ódio na minha vida!

Vociferou Caterina, a voz embargada pelo choro.

— O Nicola me deu uma lição de moral humilhante hoje! Tudo porque eu estava usando o cartão black que ele mesmo me deu! Acredita que ele teve a audácia de impor um limite? Agora estou reduzida a cem mil euros por mês! Eu nunca fui tão humilhada! Olha que absurdo, mamãe... Como se supõe que eu viva com essa miséria por mês?!

Lucrécia soltou um suspiro profundo. Colocou a taça sobre a mesa de apoio e aproximou-se da filha, envolvendo os ombros de Caterina em um abraço protetor, embora seus olhos transmitissem uma indignação calculada.

— Calma, meu amor. Respire.

Consolou Lucrécia, a voz mansa, mas afiada.

— Isso é realmente um absurdo inaceitável. Nicola é trilionário! Como ele tem a coragem de ser tão mesquinho com você? Logo com você, a mulher que ele ama, a mulher destinada a ser sua esposa, a mãe dos filhos dele?

Lucrécia segurou o queixo da filha, obrigando-a a olhar nos seus olhos.

— E falando em filhos, Caterina... você precisa gerar o herdeiro dos Moretti. Agora. Não espere esse contrato ridículo que ele fez com aquela empregada de quinta terminar.

Caterina enxugou as lágrimas bruscamente com as costas da mão, soltando um riso amargo.

— E como eu vou gerar um herdeiro, mamãe, se ele mal me toca?

Desabafou, a voz carregada de ressentimento.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO Italiano e a Brasileira