Nicola encarou o teto por um instante, ponderando as palavras dela. O cansaço transparecia em seus olhos.
— Tudo bem, Caterina. Eu entendo o seu ponto sobre a espera. Faltam seis meses. Tenha só mais um pouco de paciência e logo estaremos livres para viver nossa história abertamente.
— Eu conto cada segundo, meu amor.
Disse ela, esboçando um olhar vitorioso.
— Mas eu não vou abrir mão da cobertura.
— Que seja.
Cedeu Nicola.
— Fique com a cobertura. Ao menos nos poupará de frequentar lugares como este.
Um sorriso triunfante floresceu nos lábios de Caterina. Ela já se preparava para selar a vitória com um beijo quando Nicola completou a sentença, soltando a verdadeira bomba:
— No entanto, o uso do cartão Black será restrito a partir de hoje. Cada centavo que você gastar passará pela auditoria rigorosa do meu advogado.
O sorriso de Caterina desmoronou instantaneamente. A compostura deu lugar a uma indignação furiosa.
— O quê?! Isso é um absurdo! Como você ousa limitar o meu cartão? Eu sou a sua futura esposa!
— Você disse perfeitamente: futura esposa.
Enfatizou Nicola, sem se abalar.
— Você ainda não é minha mulher. Portanto, até o casamento, você terá um orçamento teto estipulado para o mês.
Caterina bateu o pé no chão, indignada com o tom professoral dele.
— Eu não aceito isso!
— Estou falando sério!
Continuou ele, inflexível.
— A partir de agora, o seu limite mensal será de 100 mil euros. Nem um centavo a mais. Tudo será auditado. Se você ultrapassar essa quantia por qualquer motivo, o cartão será bloqueado e confiscado imediatamente.
— Cem mil euros?!

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