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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 250

Nicola suspirou fundo, passando a mão pelo rosto ao sentir a pontada de uma enxaqueca se aproximando.

— Eu sei de tudo isso, tá? Sei perfeitamente. Mas não se preocupe, eu tenho uma estratégia. Quando o prazo terminar, vai ser a Juliana quem vai terminar tudo. Eu serei o namorado coitado, abandonado e de coração partido. A família não terá escolha a não ser aceitar o meu sofrimento e engolir a separação.

Valério soltou uma risada debochada, balançando a cabeça.

— Caramba... E depois o mau-caráter e o canalha da família sou eu! O que você tá planejando fazer com essa garota é uma baita covardia, primo.

Nicola olhou fixamente para Valério, com a expressão fria e calculista de um verdadeiro Moretti:

— Covardia nada, primo. Ela foi muitíssimo bem paga para aceitar cada termo desse acordo. A Juliana é tão culpada nessa história quanto eu.

— Não!

Disse Valério, a voz firme, cortante.

— Não tente inverter o jogo, Nicola. Foi a sua obsessão doentia pela Caterina que empurrou a Juliana para o meio deste incêndio. Se Juliana fosse uma mulher fútil, guiada pela ambição, talvez a sua versão dos fatos fizesse algum sentido. Mas nós dois sabemos quem ela é: uma mulher esforçada, que se mata de trabalhar naquele departamento de Relações Públicas até altas horas da noite. E a Caterina? O que ela produz?

Nicola travou o maxilar, os olhos faiscando enquanto encarava o primo.

— O que tem a Caterina?

Rosnou, o tom carregado de uma ameaça contida.

— Seja claro de uma vez, Valério.

Valério soltou um riso amargo, desdenhoso, aproximando-se da imponente mesa.

— Cara, acorda. A Caterina não trabalha. O único 'ofício' dela é posar como a herdeira intocável e mimada dos Visconti. Ela vive flutuando por aí, alimentando-se do banquete de luxo e presentes obscenos que você insiste em bancar. E o pior de tudo... você teve a audácia de entregar um cartão Black ilimitado nas mãos dela antes mesmo de trocar alianças com a própria irmã dela. Você já teve a curiosidade de olhar a fatura? Sabe quanto ela sangra da sua conta todos os meses?

Nicola franziu a testa, desconfortável, ajustando o nó da gravata enquanto a dúvida tentava corroer sua armadura de arrogância.

— É claro que não.

Rebateu, ríspido, tentando soar confiante.

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