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Naquele Incêndio, Eu Enterrei Meu Casamento! romance Capítulo 33

— Fale direito e tire as mãos de mim!

Catarina empurrou-o, com as pontas dos dedos tocando o peito firme e quente dele. Em vez de afastá-lo, acabou tendo o pulso capturado novamente.

Pedro deslizou a mão dela para baixo, arqueando as sobrancelhas com um sorriso:

— Casados há três anos, e ainda tão distante? Pelo visto a culpa é minha, não deixei a Sra. Valente olhar o suficiente.

O rosto de Catarina ruborizou no mesmo instante. Ela tentou ficar com raiva, mas seu coração batia descompassadamente.

— Me solte! Quem quer tocar em você? É horrível!

O olhar de Pedro tornou-se sombrio num piscar de olhos, e o sorriso no canto dos lábios emanava um ar perigoso:

— Ah? Então quer dizer que a Sra. Valente já tocou em coisa melhor...

Antes que terminasse a frase, ele, sem aviso, inclinou-se e a prendeu sob seu corpo.

— Mas isso não é justo, afinal, já faz muito tempo que você não experimenta pessoalmente...

Pedro abaixou a cabeça, e a respiração quente roçou o contorno da orelha dela, sussurrando algumas palavras.

Catarina ficou escarlate na hora e, morta de vergonha, empurrou-o com todas as forças.

— Sai para lá! Seu pervertido nojento, sem vergonha!

O pomo de adão de Pedro balançou pesadamente. Ele a deixou bater, mas em seus olhos havia uma agitação sombria.

Sob a toalha, seu corpo já ardia.

Ao notar aquela alteração, Catarina disse, apressada:

— Você ficou louco? A vovó ainda está nos esperando em casa!

Hoje havia compromissos sérios, realmente não era o momento adequado para explorar aquele tipo de assunto.

— Hum, Sra. Valente, é bom que se lembre, então não falhou de todo no seu dever.

Interrompido, Pedro lançou-lhe um olhar ressentido e rolou para o lado a contragosto, indo em direção ao banheiro.

Todo final de mês, eles voltavam à Vila Alvorada na Montanha para visitar o Sr. Armando e Dona Elisa Menezes.

Catarina, a princípio, não queria ir com Pedro, mas pensando em Dona Elisa, deu meia-volta e entrou no closet.

A avó de Pedro a tratava muito bem, mimando-a de todo coração como se fosse sua própria neta.

Naquele último mês antes de partir, ela desejava poder passar mais tempo ao lado dela.

Além disso, desta vez ela tinha um assunto de extrema importância para lhe contar...

Dona Elisa foi imersa no mundo das artes desde criança e, em sua juventude, já era um ícone da alta costura nacional, dona de um olhar aguçadíssimo.

Bastava um relance para ela saber se as roupas que Pedro vestia haviam sido combinadas por ele mesmo ou preparadas por Catarina.

Portanto, durante todos esses anos, antes de cada visita, Catarina e Pedro escolhiam e combinavam as roupas um do outro, cumprindo a missão dada pela avó.

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