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Naquele Incêndio, Eu Enterrei Meu Casamento! romance Capítulo 4

A sua visão embaçou gradualmente, mas ela continuou fitando fixamente o avatar de Pedro.

Sentiu como se uma mão grande e áspera apertasse o seu coração impiedosamente, uma dor surda se espalhou por suas veias, entorpecendo todo o seu corpo.-

O homem de terno recolheu o celular de forma arrogante e, rindo com frieza, empurrou o contrato nas mãos de Catarina.

— Já viu o suficiente? Escute o conselho de quem sabe: não se meta com gente tão importante, não procure sarna para se coçar!

Naquele momento, em todo o quarto, Catarina era a única que ainda não havia assinado o acordo.

Todos os seguranças se aproximaram e a cercaram completamente, dizendo com vozes rudes:

— Assina logo!

Catarina pegou o papel.

Imediatamente depois, sob os olhares de todos, seus dedos finos rasgaram o papel em pedacinhos.

— Que merda você está fazendo?!

O homem de terno não esperava que ela ousasse resistir e gritou com os olhos arregalados.

Catarina levantou-se, encarando os punhos cerrados dos seguranças e segurando com firmeza o celular quebrado em suas mãos:

— Eu já chamei a polícia por mensagem, eles estão chegando!

O homem empalideceu de raiva, cerrando os dentes e falando com brutalidade:

— Muito bem! Já que você faz questão de cavar a própria cova, não nos culpe! Quando o pessoal lá de cima decidir resolver isso pessoalmente, você nem vai saber de onde veio a pancada que a derrubou!

A polícia logo chegou, e após se inteirarem brevemente da situação e anotarem os depoimentos, aquele bando permaneceu no quarto como marginais, recusando-se a ir embora.

Ninguém soube de onde tiraram duas enormes caixas de som, apontando-as para os leitos e colocando um ruído estridente no volume máximo.

O barulho infernal perturbou a paz do andar inteiro, fazendo até os corações doerem com a vibração.

Eles claramente estavam acostumados a agir daquela maneira, truculentos e escorregadios como bandidos profissionais, deixando os próprios policiais sem reação por algum tempo.

Os outros pacientes no quarto olharam para Catarina com rostos cheios de ressentimento:

— Afinal, o que você quer provar? Você nem teve ferimentos tão graves, por que não pegou o dinheiro logo? Quanto tempo você acha que levaria para ganhar quinhentos mil?!

— É verdade! Moça, saiba a hora de parar! Olhe toda a confusão que você armou, a gente precisa descansar!

Catarina respirou fundo, pegou o celular e arrastou o corpo tomado de dor para fora do quarto em passos largos.

Os policiais bloquearam os seguranças, impedindo-os de segui-la.

Ela despertou mais tarde ao sentir a beirada da coberta sendo suavemente ajeitada por alguém.

Catarina arregalou os olhos num sobressalto e deparou-se com o rosto refinado de Pedro.

Havia olheiras fracas sob os seus olhos, fazendo-o parecer cansado, mas ao encontrar o olhar de Catarina, a sua expressão se abrandou:

— Eu te acordei?

Catarina havia acabado de acordar de um pesadelo sufocante, suor frio brotava de sua testa e, ao observar o rosto do marido à sua frente, ela ficou momentaneamente entorpecida.

Percebendo que ela não estava bem, Pedro franziu a testa e estendeu a mão para tocar a sua testa.

— O que foi? Você não está se sentindo bem...

— Pá —

Com um som seco e estalado, a preocupação inacabada dele foi cortada pela raiz.

Os dedos longos de Pedro tocaram o rosto que ardia, e por um instante ele ficou pasmo, até que, surpreendentemente, abriu um sorriso:

— Catarina, tudo isso porque eu não atendi a sua ligação?

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