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Naquele Incêndio, Eu Enterrei Meu Casamento! romance Capítulo 182

Ao receber um aceno de Dona Isabela, o mordomo se aproximou e abriu os portões.

Assim que a porta se abriu, Pedro entrou a passos largos.

Vestia apenas uma camisa preta fina, com as mangas perfeitamente dobradas até os cotovelos. Havia manchas de sangue em seus punhos pálidos, e seus olhos escuros eram como abismos naquele fim de tarde nublado, exalando uma hostilidade que ainda não se dissipara.

Ao cruzar o olhar com o dele, Catarina deu um passo para trás por instinto.

Com o escurecer, qualquer calor do raro sol da tarde havia sumido por completo.

Uma lufada de vento gelado soprou pela porta aberta, fazendo-a tremer até os ossos.

Pedro primeiro fez um leve aceno com a cabeça para Dona Isabela, por educação. No segundo seguinte, avançou, agarrou Catarina sem dizer palavra e a jogou sobre os ombros.

Sem dar a ela a menor chance de resistir, virou-se e começou a marchar para fora.

Dona Isabela tentou intervir por instinto, mas Pedro lhe lançou um olhar gélido.

— Dona Isabela, Catarina é minha esposa.

Apenas quando passaram pelos portões da Mansão Quintino foi que Catarina recobrou os sentidos e começou a se debater freneticamente.

— Me solta! Me põe no chão!

— Pedro, você não sabe o que é respeito?! Ficou louco?!

Ela sentia uma humilhação sem tamanho.

Especialmente por aquilo ter acontecido na frente de Dona Isabela.

Pedro ignorou os socos que ela lhe dava e curvou os lábios em um sorriso cínico:

— O que foi? Tem tanto medo que a Dona Isabela descubra nosso relacionamento?

— Que relacionamento? — Catarina gritou furiosa. — A situação da vovó já se estabilizou. Amanhã mesmo vamos ao Cartório de Registro Civil assinar o divórcio!

Ela o empurrou com força, mas de repente sentiu algo úmido e quente na palma da mão.

Ao olhar para baixo, viu as próprias mãos cobertas de sangue.

O corpo de Catarina endureceu na hora.

A voz gélida de Pedro soou acima de sua cabeça, carregada de uma fúria reprimida:

— Discutimos isso depois que o divórcio sair.

Ele a jogou dentro do carro e bateu a porta com força.

— Dirige.

Celso Dantas sentiu o cheiro forte de sangue e perguntou com cautela:

— Sr. Valente, não seria melhor irmos ao hospital primeiro para cuidar disso?

Pedro soltou uma risada gélida, os olhos fixos em Catarina:

— Catarina, até o Celso pergunta se eu estou bem. Desde aquele momento até agora, você por acaso se importou se eu vivo ou morro?

Catarina não olhou para ele, tampouco respondeu.

A falta absoluta de reação fez o semblante de Pedro escurecer cada vez mais.

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