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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 91

A reação instintiva de Franciele foi tentar se levantar do colo dele.

Mas Nelson segurou sua cintura com firmeza, mantendo-a presa em suas pernas para que não pudesse se mexer.

— Sr. Sampaio... você...

Franciele olhou para ele, atônita, enquanto seu coração acelerava de repente.

Nelson fixou o olhar nos belos traços do rosto dela:

— Você acha que qualquer um pode entrar no meu carro?

Enquanto ele falava, Franciele desviou o olhar como se tivesse se queimado.

Mas, se ninguém além dele entrava naquele carro, como o brinco dela poderia ter sumido ali?

Seria impossível ele ter pegado, certo?

Embora soubesse que era absurdo.

Afinal, ele era o grande chefe. Tinha tudo o que queria; por que pegaria um simples brinco dela?

Ainda assim, não conseguiu evitar levantar a cabeça, lançando-lhe um olhar cheio de dúvida e espanto.

Ela só não esperava que esse olhar fosse imediatamente capturado por ele.

Nelson observou a mulher em seus braços com os olhos escuros e insondáveis, a voz rouca e grave:

— Por que está me olhando assim? Por acaso quer que eu te pague um brinco novo?

O belo rosto de Franciele paralisou por um instante.

Seus olhos brilharam de forma evasiva enquanto dizia, sem muita sinceridade:

— Como eu ousaria?

Embora, no fundo, achasse que não seria de todo injusto ele arcar com o prejuízo.

Afinal, o brinco havia caído no carro dele.

Mas ele era o chefe. Além disso, quando voltaram do haras da última vez, ele pediu ao motorista que a levasse para casa, e foi ela mesma quem acabou pegando no sono e perdendo a joia.

A culpa não era totalmente dele.

Nelson ergueu a mão e segurou o queixo dela com os dedos.

Encarando-a bem de perto, perguntou:

— Não ousa, ou não quer?

Franciele sentiu um arrepio na nuca.

Tentou forçar um sorriso apaziguador:

— A culpa foi toda minha por ser descuidada. Não tem nada a ver com o senhor, Sr. Sampaio.

Nelson estreitou os olhos, assumindo um ar perigoso:

— É mesmo?

Franciele engoliu em seco e concordou freneticamente com a cabeça:

— Claro que sim! Você poderia me soltar agora?

Ficar pressionada contra o corpo dele daquele jeito a deixava completamente desconfortável.

transmitindo todo o desejo que sentia por ela.

Franciele tentou se soltar por puro reflexo.

No entanto, ele a ergueu, separando suas pernas, para que ficasse sentada de frente para ele, montada em suas coxas firmes.

Durante todo esse movimento, os lábios quentes dele não a deixaram por um segundo sequer.

Franciele foi invadida por aquele cheiro marcante e arrogante, sentindo a mente girar e seu estado de alerta despencar.

Até que as mãos grandes de Nelson escorregaram por baixo da blusa dela.

Um choque percorreu seu corpo e ela despertou no mesmo instante.

Tomada pela raiva, deu-lhe um tapa no rosto.

Um estalo seco ecoou.

O clima dentro do carro congelou imediatamente.

Franciele de repente percebeu o que havia feito.

Ela tinha acabado de bater no rosto do grande chefe.

Mas o tapa já estava dado. Era tarde demais para tentar dizer qualquer coisa.

Franciele cerrou os dentes e, misturando vergonha e irritação, exclamou:

— Por que... por que você me beijou à força de repente?

Nelson agarrou a mão que acabara de acertá-lo com força e ficou a encarando em silêncio por um longo tempo.

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