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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 82

Depois de dizer isso, ele deu uns tapinhas no dorso do cavalo branco:

— O Guto é o mais dócil por aqui. Quer tentar dar uma volta?

Franciele olhou para a alegria de Paula montando e sentiu uma ponta de vontade de tentar também.

Ela estava prestes a balançar a cabeça e aceitar, quando a voz de Nelson soou ao lado deles.

— Eu ensino a ela!

Franciele travou por um instante, sentindo uma recusa instintiva.

Franklin planejava ensiná-la pessoalmente.

Mas, como Nelson tomou a iniciativa de se aproximar e oferecer, ele obviamente não teve escolha a não ser ceder o lugar.

Ele nunca tinha visto Nelson demonstrar tamanha possessividade por mulher alguma.

— Fica nas suas mãos, então!

Franklin disse isso e logo se afastou.

Deixando-a a sós com Nelson.

Franciele teve um mau pressentimento repentino.

Ela queria muito fugir.

Enquanto quebrava a cabeça tentando inventar uma desculpa...

Ouviu a ordem abrupta de Nelson:

— Suba!

Franciele hesitou:

— Sabe de uma coisa? Acho melhor eu não aprender, não.

Ter o grande chefe a ensinando pessoalmente parecia bizarro demais.

— Você sobe sozinha ou eu te ajudo? — retrucou Nelson.

O belo rosto de Franciele enrijeceu.

Sem saída, ela reuniu coragem, pisou no estribo e montou no cavalo.

Assim que segurou as rédeas, sentiu o peso afundar logo atrás dela e a presença de Nelson a atingiu novamente.

Ela não imaginava que ele montaria o mesmo cavalo que ela; foi uma surpresa total.

Se ele ia ensiná-la a montar, não deveria puxar o cavalo caminhando na frente?

Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, sentiu Nelson puxar as rédeas com firmeza, enquanto os braços dele já a aprisionavam em um abraço por trás.

Imediatamente, Franciele sentiu o calor do corpo de Nelson envolver o seu por inteiro.

Ela ficou completamente paralisada, sem mover um músculo.

Pega de surpresa, ela soltou um grito e se agarrou com força à sela.

O cavalo corria rápido, e a sela chocava-se repetidamente contra ela, causando uma dor aguda entre suas pernas.

Franciele nunca tinha cavalgado antes e não fazia ideia de que um cavalo correndo balançava daquele jeito.

Rapidamente, a trepidação a deixou tonta, com o estômago revirado.

— Vai mais devagar! — ela gritou, desesperada.

Mas Nelson parecia não ouvir, e o ritmo só acelerava.

Franciele sentiu que seria arremessada ao chão no segundo seguinte.

O coração parecia querer sair pela boca.

Ao ver que havia uma cerca não muito longe e que o cavalo branco estava indo em direção a ela em alta velocidade, o desespero de Franciele atingiu o limite.

— Devagar, por favoooor...

Ela agarrou o dorso da mão de Nelson, a voz embargada de choro.

— Eu te imploro, mais devagar!

No instante em que as mãos macias dela se encostaram nas dele, Nelson sentiu o próprio coração dar um salto violento.

Ao abaixar a cabeça, viu Franciele praticamente encolhida contra o seu peito, o rosto pálido e gotículas de umidade presas nos cílios...

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