Ela ajustou a respiração e saiu educadamente.
Talvez aquela fosse a distância que os dois realmente deviam manter.
Talvez estivessem apenas voltando ao normal.
...
À noite, Franciele marcou jantar com Paula.
Quando Paula soube que ela tinha se machucado e faltado ao trabalho, demonstrou preocupação na mesma hora:
— Agora entendi por que não te vi na empresa esses dias. Como você machuca o pé e nem me avisa?
— Não foi nada grave. Já estou bem. — Franciele balançou a cabeça, parecendo distraída. — Você conhece algum bom advogado especialista em divórcio?
Paula ficou em choque:
— Como assim? Você quer se divorciar?
Franciele soltou um murmúrio baixo de confirmação:
— Hum.
No começo, ela achava que, depois que Eliana se casasse, Givaldo finalmente tomaria jeito e passaria a cuidar do próprio casamento.
Agora via que era pura ilusão.
No coração de Givaldo, só havia espaço para a irmã dela.
Agora que Eliana estava casada e sendo deixada de lado pelo marido, ele achava que finalmente tinha uma chance.
Ultimamente, passava o tempo todo ao lado dela, num nível muito pior do que antes.
Franciele já não via Givaldo havia muito tempo.
Se era assim, qual o sentido de continuar naquele casamento?
Talvez aquele fosse o momento ideal para se divorciar.
— Eu apoio totalmente! Givaldo é um canalha. Você já devia ter se livrado dele há muito tempo. — Paula concordou na hora.
Franciele ficou preocupada:
— Mas pedir o divórcio não vai ser tão simples. Eu preciso encontrar um advogado muito bom.
O casamento dela com Givaldo foi decidido pelos patriarcas das duas famílias, basicamente como uma aliança.
Querer se divorciar por conta própria não seria difícil apenas por causa de Givaldo e da família Cordeiro.
A própria família Duarte seria a primeira a se opor com toda força.
— Nelson, Franklin, o que aconteceu com vocês dois? Não estão felizes com a minha volta?
Diogo Cardoso tinha acabado de voltar do exterior, e aquela seria a noite em que Nelson e Franklin lhe ofereceriam um jantar de boas-vindas.
No entanto, desde que ele entrou na sala, os dois quase não tinham falado. Só bebiam em silêncio, de cara fechada.
— Não tem nada a ver com você. É só dor de cabeça mesmo. — soltou Franklin, de pernas cruzadas, claramente aborrecido.
Diogo sabia que ele tinha se casado recentemente com uma mulher que não amava, então conseguia entender o mau humor.
Ele então olhou para Nelson, confuso:
— E você, Nelson? Qual é o seu problema?
Nelson apertou os lábios, sem a menor vontade de explicar.
Franklin observou a expressão do amigo e respondeu por ele:
— O que mais seria? Com certeza a família dele está forçando mais encontros às cegas.
Os dedos de Nelson, que seguravam a taça de vinho, pararam por um instante, sem confirmar nem negar.
Nos últimos dias, a avó e a mãe dele vinham arranjando várias pretendentes seguidas, pressionando-o para casar e ter filhos.

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