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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 70

— Agradeço a preocupação do Sr. Sampaio, mas já está muito tarde. Não é apropriado. — Franciele continuou parada à porta, sem se mover, e mentiu sem mudar a expressão: — Meu marido ainda está em casa.

Nelson a observou com olhar investigativo.

Em seguida, lançou um olhar rápido para o interior do apartamento pela porta entreaberta:

— Você tem certeza de que seu marido está em casa agora?

Franciele levou um susto por dentro.

Por que ele estava falando naquele tom irônico?

Será que suspeitava que o marido dela não estivesse ali?

— Está... ele acabou de se deitar...

Ela abaixou a cabeça e continuou mentindo.

Afinal, era tarde da noite, apenas um homem e uma mulher sozinhos.

O chefe aparecendo na casa dela naquele horário nunca seria bem-visto.

O melhor era dar um jeito de mandá-lo embora o quanto antes.

O que ela não esperava era que Nelson empurrasse a porta e entrasse direto.

— Sr. Sampaio, o que... o que o senhor está fazendo?

Franciele ficou atônita ao ver aquilo.

Quando finalmente conseguiu reagir, já era tarde.

Nelson já tinha entrado a passos largos.

— Chame seu marido aqui.

Franciele ficou perplexa:

— O quê?

— Seu marido não está em casa? Chame ele aqui. Quero conversar com ele. — disse Nelson, olhando para ela com aqueles olhos profundos.

As pálpebras de Franciele tremeram:

— C-Conversar sobre o quê?

Nelson não estava nada amigável:

— Sobre o fato de você estar com o pé machucado e ele não estar em casa cuidando de você.

O que Franciele não sabia era que, naqueles últimos dias, Nelson tinha dirigido até o prédio dela todas as noites.

Às vezes ficava ali por horas.

E nunca tinha visto o marido dela entrar ou sair.

A menos que tivesse deixado passar, só havia uma explicação.

O marido dela não tinha voltado para casa em nenhum daqueles dias.

O belo rosto de Franciele ficou rígido.

Aquilo era um assunto pessoal dela, não?

Enquanto pensava em como fazê-lo ir embora, Franciele se lembrou de algo de repente:

— Sr. Sampaio, espere um momento.

Ela foi até o quarto e pegou um terno recém-chegado da lavanderia.

Ainda não tinha tido a chance de devolvê-lo. Como ele estava ali, era uma boa oportunidade para levar a peça de volta.

Assim ela não precisaria levar o terno para a empresa e correr o risco de virar motivo de fofoca.

— Este é o terno que o senhor me emprestou antes. Estou devolvendo.

Franciele estendeu a peça com as duas mãos, tentando ser o mais educada possível:

— Como pode ver, já está tarde, então não vou prendê-lo aqui...

Os olhos profundos de Nelson se fixaram diretamente nela, como se quisessem atravessá-la.

— Está com tanta pressa assim de me mandar embora?

Franciele balançou a cabeça rapidamente:

— Não... é só que tenho medo de atrapalhar os seus compromissos se o senhor ficar aqui por muito tempo.

— Não atrapalha. Vou tomar uma xícara de café antes de ir.

E, dizendo isso, Nelson simplesmente se sentou no sofá da casa dela.

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