Os olhos intensos de Nelson estavam fixos nela:
— E se eu te pedir para ir à minha casa esta noite, você vai?
A cabeça de Franciele zumbiu, quase explodindo.
Ele estava mesmo chamando-a para ir à casa dele à noite?
O que exatamente queria dizer com aquilo?
Ela abriu os lábios, prestes a responder.
De repente, ouviu o celular de Nelson tocar.
Ele atendeu, e uma voz masculina familiar soou do outro lado:
— Vai ter festa no iate hoje à noite. Não esquece de aparecer.
— Não vou. — Nelson recusou sem pensar.
Franklin ficou muito decepcionado:
— Não vai de novo? Sério? Já te chamei umas dez vezes ultimamente, e você nunca aparece. Qual é a sua?
Nelson respondeu em tom severo:
— Estou atolado de trabalho. Não tenho tempo para isso. E você acabou de casar, devia maneirar nessas festas.
Franklin não deu a mínima:
— Eu não queria esse casamento. Além disso, eu e aquela Eliana não temos nada a ver. Se ela não aguentar, melhor pedir o divórcio de uma vez...
Como Franciele estava bem perto de Nelson, conseguiu ouvir praticamente toda a conversa.
Então Franklin realmente não queria se casar com a irmã dela.
Não era à toa que tinha desaparecido logo depois do casamento.
Ele até torcia para que Eliana não aguentasse e pedisse o divórcio.
Nelson desligou o telefone e voltou a olhar para ela.
Franciele, que estava mergulhada nos próprios pensamentos, de repente sentiu de novo o olhar dele sobre si.
Ao erguer um pouco a cabeça, encontrou os olhos escuros e profundos de Nelson.
Os olhares se cruzaram.
Franciele de repente se lembrou do que ele tinha dito antes.
Ele tinha acabado de convidá-la para ir à casa dele naquela noite?
Enquanto pensava em como responder, Nelson se virou primeiro, foi até a mesa e apertou o interfone para pedir à secretária que providenciasse o almoço.
Franciele soltou um suspiro de alívio.
...
Crash! Smash!
Era óbvio demais.
— Você vem comigo a um lugar esta noite.
Edson de repente segurou o ombro dela, aproximando-se e falando em tom autoritário.
Assim que viu que era ele, Franciele franziu as sobrancelhas.
— O que você quer agora?
Da última vez, ele a entregou a Fernando. Ela ainda nem tinha acertado as contas com ele por isso.
Como tinha a cara de pau de aparecer na frente dela de novo?
— Vem comigo e você vai descobrir. — O tom de Edson não admitia recusa.
— Não vou. — Franciele respondeu na hora.
O rosto de Edson escureceu:
— Você tem coragem de dizer “não” para mim?
Franciele o encarou com desconfiança:
— Eu sou sua irmã, não sua empregada. E vai saber que tipo de “boa intenção” você tem desta vez.
Edson se irritou:
— Olha como você fala comigo. Sou seu irmão de sangue, acha mesmo que eu faria algum mal a você?

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