De repente, Franciele sentiu a respiração falhar.
Ela desviou o olhar às pressas.
Não esperava que Nelson caminhasse em sua direção.
A figura alta dele parou diante dela, e ele ergueu o queixo dela com a mão.
— Por que você está se escondendo?
Os dois estavam tão próximos que até as respirações se misturavam.
Os belos olhos de Franciele piscaram, e sua voz saiu trêmula:
— Tenho medo de você ficar tão encantado com a minha beleza que não consiga se controlar...
Nelson arqueou levemente uma sobrancelha:
— E se eu ficar, do que você tem medo?
— ...
— Medo de eu te devorar?
O rosto bonito dele estava a centímetros do dela, e o hálito quente a envolvia.
A temperatura no escritório começou a subir.
Os pensamentos de Franciele começaram a ir para um caminho perigoso.
Seu rosto ficou quente e vermelho.
Até a respiração parecia em chamas.
Ela sentia como se algo estivesse queimando dentro do corpo, com uma vontade louca de se atirar em cima dele.
Depois de encará-lo por um longo momento, Franciele piscou e finalmente disse:
— Tenho medo é de eu acabar te atacando.
Nelson: ...
Franciele pareceu finalmente perceber o que tinha acabado de dizer.
Meu Deus.
Como ela pôde simplesmente falar o que estava pensando?
Mesmo que tivesse pensado aquilo, não devia ter dito na cara dele.
Ela tentou se explicar, em pânico:
— Sr. Nelson, eu...
Mas Nelson apenas segurou o queixo dela com leveza:
— Ainda está com vergonha?
Franciele: ...
Ele a soltou e se recostou preguiçosamente no sofá ao lado dela.
As roupas dos dois quase se tocavam.
Seus dedos cravaram no sofá.
— O escritório não é seguro, alguém pode entrar a qualquer momento...
Sua voz foi ficando cada vez mais baixa. De cabeça abaixada, ela não ousava olhar para ele.
— Você não tem... um quarto de descanso aqui?
— Quarto de descanso? — Os olhos escuros de Nelson se estreitaram. — Não sabia que você tinha esse tipo de ideia.
O coração de Franciele batia tão rápido que sua mente ficou ainda mais confusa.
Fazer aquilo com o chefe, de dia, no quarto de descanso da empresa... era intenso demais.
Mas ainda seria melhor do que ali, no próprio escritório.
Pelo menos seria mais discreto.
Só que se envolver com o chefe tão rápido assim não seria precipitado demais?
Pensando bem, não era exatamente assim que acontecia nos romances?
Além disso, Givaldo nunca tocava nela.
E ela, ao contrário dele, era uma mulher normal.
Tinha desejos como qualquer outra pessoa.
Olhando para Nelson, ela definitivamente não sairia perdendo nessa história.

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