— Eu vim dirigindo, posso voltar sozinha! — ela explicou em voz baixa.
Para sua surpresa, Nelson respondeu:
— Você veio de carro? Que ótimo, eu bebi demais agora pouco, você pode me dar uma carona até em casa!
Franciele ficou em silêncio:
— ...
Eles nem sequer moravam para o mesmo lado, não é?
Além disso, ele não tinha um motorista?
Com uma mão no bolso, Nelson já caminhava direto para a frente.
Franciele não sabia como ele havia reconhecido o carro dela.
Nelson parou diante do veículo, virou a cabeça e fez um sinal para que ela destravasse as portas.
Franciele estava com uma expressão confusa.
Lá no fundo, estava relutante.
Mas, afinal, ele era seu chefe, e ela não podia ofendê-lo abertamente.
Além do mais, era apenas uma carona até em casa, um favor simples.
Ela tirou a chave do carro e apertou o botão.
Nelson abriu a porta imediatamente e sentou-se no banco do passageiro.
Franciele rapidamente entrou no carro e colocou o cinto de segurança.
— Para o Parque Tropical?
— Sim.
Nelson respondeu friamente, enquanto seu olhar profundo e ardente pousava sobre ela.
Ao sentar no banco do motorista, Franciele tirou o casaco para facilitar a direção.
Por baixo, ela usava um vestido tubinho vermelho-escuro, justo e que valorizava muito suas curvas.
Não apenas delineava sua figura voluptuosa.
Ao se sentar, a bainha do vestido subiu quase até a base de suas coxas.
Suas pernas longas e brancas ficaram expostas.
Uma visão cheia de tentação.
Franciele pisou no acelerador e, após dirigir por um trecho, finalmente notou o olhar estranho do homem ao seu lado.
O rosto frio dele estava escondido pelas sombras dentro do carro, dificultando a leitura de sua expressão.
Mas seus olhos escuros e profundos estavam fixos nela.
— O que você está olhando?
Franciele não conseguiu deixar de questionar.
O olhar dele era tão direto que parecia que ela estava sem roupas.
A luz inconstante vinda da janela iluminava o rosto bem contornado de Nelson, tornando seus traços ainda mais marcantes.
O olhar dele era denso e sombrio, escondendo uma mensagem ardente.
O coração de Franciele disparou sem motivo.
Justo quando ela ia falar alguma coisa, a mão grande de Nelson se estendeu em direção à perna dela.

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