Com o divórcio se aproximando, se algo acontecesse a Eliana neste momento crítico, ele também seria considerado culpado.
— Então, deixo isso em suas mãos, cunhado!
Com Franklin enviando pessoas para ajudar na busca, eles certamente teriam mais chances de encontrar Eliana o mais rápido possível.
Essa era também a principal razão pela qual sua mãe, Mafalda, havia pedido que ela procurasse Franklin.
Franklin levantou-se do sofá:
— Vamos, eu te levo para casa e, no caminho, reúno o pessoal para procurar sua irmã.
A situação era grave, e ele já não tinha mais ânimo para continuar no camarote bebendo e se divertindo.
Encontrar Eliana era a prioridade.
Franciele assentiu com a cabeça, preparando-se para sair com ele.
De repente, a voz de Nelson ecoou atrás deles:
— Pode ir na frente, eu a levo para casa.
Era evidente que aquelas palavras eram direcionadas a Franklin.
Ele havia escutado quando Franciele procurou Franklin em vez dele, e ainda o chamou "carinhosamente" de cunhado.
O ciúme fervia dentro dele.
A taça de vinho em sua mão quase se estilhaçou pela força com que a apertava.
Ele mesmo não entendia o motivo de tanta irritação.
Era como se algo que lhe pertencesse estivesse sendo invadido por outro homem.
E além disso, essa mulher não tinha marido?
Franciele já havia usado o fato de ser casada como desculpa para rejeitá-lo mais de uma vez, não é?
Mesmo que já tivessem dormido juntos, ela continuava insistindo em manter distância.
E agora, para piorar, ela tomava a iniciativa de ir até o camarote procurar outro homem?
Ela não tinha medo de que o marido sentisse ciúmes?
Nelson estava com a raiva acumulada.
Porém, ao ouvir que o motivo da visita de Franciele era o desaparecimento repentino de sua irmã Eliana.
O brilho em seus olhos mudou instantaneamente.
Metade da sua raiva se dissipou.
Então ela tinha vindo procurar Franklin por causa de uma emergência.
Franklin virou a cabeça para olhá-lo:
— Você...

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