Nelson estreitou os olhos e analisou-a de cima a baixo.
O vestido de alcinha deixava bastante pele à mostra, exibindo suas clavículas sensuais e sua cútis alva, contrastando com suas bochechas ruborizadas.
Em um instante, ele sentiu o corpo esquentar de repente...
Seu pomo de adão subiu e desceu. Ele fechou a porta e caminhou em direção a ela.
— O zíper prendeu?
A voz dele soava mais rouca que o normal. Os olhos escuros e profundos estavam fixos nela.
Franciele ficou paralisada, observando-o se aproximar.
Seu coração disparou de tal forma que ela quase se esqueceu de como reagir.
Até que as mãos grandes e elegantes do homem tocaram sua coluna delicada.
O toque ligeiramente frio e áspero dos dedos dele deslizou sobre sua pele macia como seda...
Franciele sentiu um arrepio percorrer o corpo inteiro.
Por instinto, olhou por cima do ombro para o homem atrás dela.
E Nelson, naquele exato momento, também olhava para ela.
Aqueles olhos negros e profundos eram como dois redemoinhos, capazes de sugar qualquer um para dentro com facilidade.
— Ch-chefe...
Em seu pânico, a mão que segurava o tecido sobre o peito vacilou.
Nelson só precisou baixar o olhar para vislumbrar uma cena extremamente sedutora.
Seus seios subiam e desciam intensamente conforme a respiração ofegante dela.
A mente de Franciele parecia ter entrado em curto-circuito.
Por um momento, ela simplesmente não soube como agir.
As mãos grandes e frescas de Nelson seguraram os ombros finos dela, e seus lábios se aproximaram do ouvido:
— Não pense bobagens. Só estou fechando o zíper.
Apesar de suas palavras, a respiração masculina dele era incrivelmente quente, e bateu diretamente na parte mais sensível do ouvido dela.
Uma sensação de formigamento espalhou-se silenciosamente pelo seu corpo.
Meu Deus!
Será que ele não podia manter distância?
Ele sabia muito bem que ela sofria de crises de hipersensibilidade, uma necessidade física quase impossível de controlar.
Como ela conseguiria suportar tamanha proximidade?
E se ela perdesse o controle e acabasse desejando-o de novo?
Franciele começou a entrar em pânico internamente.
E ele não poderia culpá-la depois.
Os olhos escuros e hipnóticos de Nelson brilhavam com uma luz ardente.
Diante de tamanha visão, ele podia sentir claramente o desejo aumentando dentro de si.
Mas estava quase na hora do jantar de negócios.
Um lampejo de autocontrole cruzou o olhar de Nelson, e ele parou por ali.
Em vez disso, ele puxou o zíper emperrado e, com calma, o subiu até o fim.
A textura áspera dos dedos dele roçava ocasionalmente na pele branca como a neve, transmitindo um calor abrasador...
O rosto de Franciele estava completamente escarlate, e sua respiração estava uma bagunça.
— Pronto!
A voz grave do homem finalmente soou logo atrás.
Franciele sentiu-se aliviada; agarrou suas roupas de trabalho e fugiu dali o mais rápido que pôde.
Nelson observou a figura dela desaparecendo em pânico.
Suspirou e balançou a cabeça.
Tê-la transferido para ser sua assistente pessoal deveria provar que ela não exercia tanta influência sobre ele.
Mas, pelo visto, a tortura estava sendo apenas para si mesmo...

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