Franciele queria o divórcio.
Mas ainda não tinha pensado em como fazer isso.
Ela sabia que a família Duarte nunca concordaria.
E quanto a Givaldo, a não ser que Eliana estivesse disposta a casar com ele imediatamente...
Caso contrário, com o divórcio, ele perderia até o status de cunhado de Eliana. Como ele conseguiria se aproximar de sua amada?
Portanto, se ela queria se divorciar, com o marido discordando e sem poder contar com a própria família, ela só poderia contar consigo mesma.
Era uma jornada longa e difícil.
Não seria um problema fácil de resolver. Teria que bolar um plano por conta própria para conseguir a separação.
Franciele estava sentada no escritório, mergulhada em suas preocupações, quando o interfone tocou de repente.
A voz fria e autoritária de Nelson soou do outro lado:
— Venha aqui.
Franciele recompôs-se e caminhou em seus saltos altos até a sala da presidência ao lado.
Toc, toc, toc!
— Entre!
Franciele parou na porta, respirou fundo e entrou.
— Sr. Sampaio, o senhor me chamou?
Nelson estava recostado em sua imponente cadeira giratória, debruçado sobre a papelada, sem sequer erguer a cabeça.
Apenas ordenou:
— Coloque a roupa que está no sofá!
Só então Franciele notou uma sacola de grife em cima do sofá.
Ela se aproximou, confusa, e viu que dentro havia um vestido de gala.
— Sr. Sampaio, isto...? — Franciele olhou para ele novamente, sem entender.
Nelson tirou os olhos dos documentos e a encarou.
Sua aura fria e intimidadora a envolveu instantaneamente, causando-lhe uma forte sensação de pressão.
— Temos um jantar de negócios esta noite, e você vai me acompanhar.
— Hã? — Franciele exclamou, surpresa.
— O que foi?
O tom de Nelson não deixava margem para discussões:
— Acompanhar o chefe em jantares de negócios também faz parte do seu trabalho.
Franciele só não esperava que Nelson a levasse para um evento assim.
Afinal, Giselda era uma secretária sênior que trabalhava com ele há anos.
Tudo para evitar outra crise e não voltar a passar vergonha.
Franciele tirou sua roupa social e vestiu o vestido que estava na sacola.
O vestido longo verde-esmeralda realçava sua pele clara e macia, e lhe caía perfeitamente bem.
O problema era o zíper, que ficava nas costas.
Ela alcançou o fecho até a metade, e ele emperrou.
Franciele lutou com ele por um tempo, mas não conseguia subi-lo de jeito nenhum.
E também não ousava forçar demais; o zíper era muito delicado, e ela tinha medo de rasgar a peça.
Era evidente que um vestido de alta costura como aquele custava uma fortuna. Se o estragasse, nunca conseguiria pagar.
Com as costas quase todas expostas, Franciele hesitava se devia ou não pedir ajuda a Giselda.
Naquele exato momento, a porta da sala de descanso foi empurrada.
— Por que está demorando tanto?
Nelson havia esperado um bom tempo do lado de fora e provavelmente entrou achando que ela já estava pronta.
Mas, ao abrir a porta, deu de cara com as belas costas nuas de Franciele.
Ela, no mesmo instante, cobriu os seios com as mãos e virou-se para olhá-lo, em pânico.
— Ch-chefe? O que o senhor está fazendo aqui?

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