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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 202

Nem mesmo a família Mendes conseguiria protegê-lo.

Franciele, naturalmente, soltou um suspiro de alívio.

Ela sabia que Fernando não era uma pessoa comum.

Lidar com a família Mendes seria ainda mais complicado.

Se não fosse por Nelson...

Mesmo que Fernando realmente tivesse tentado abusar dela, seria extremamente difícil fazê-lo pagar por isso.

No máximo, ele seria levado para a delegacia e liberado logo em seguida.

E o caso provavelmente acabaria abafado.

Pior ainda: Fernando poderia voltar a assediá-la de forma ainda mais cruel, em busca de vingança.

— Obrigada!

Franciele agradeceu com sinceridade.

— Tire a calça! — Nelson disse, sorrindo para ela.

— Hã? — Franciele ficou atônita, e suas bochechas coraram na mesma hora.

Agradecer não significava que ela precisava tirar a calça dele, certo?

Nelson curvou os lábios num sorriso contido:

— Se você não tirar a calça, como vai passar o remédio em mim?

Franciele fechou os olhos:

— Então... tudo bem...

Ela faria aquilo como forma de retribuir por ele ter resolvido o problema com a família Mendes e garantido que a justiça fosse feita.

A mão dela desceu até o cinto na cintura dele.

Mas, de olhos fechados, Franciele não conseguia encontrar a fivela de jeito nenhum.

Sua mão acabou tocando diretamente o abdômen firme e definido dele.

Ao perceber que a textura estava errada, a mente de Franciele ficou em branco, e ela abriu os olhos de repente.

Quando viu que sua mão estava sobre o abdômen dele, ficou vermelha até a ponta das orelhas.

Instintivamente, tentou puxar a mão de volta.

Mas Nelson a segurou com força, impedindo que ela se afastasse.

— Fez de propósito?

Ele sussurrou no ouvido dela, com a voz extremamente rouca.

Franciele balançou a cabeça na mesma hora:

— Não fiz isso de propósito!

Se ele não tivesse insistido tanto para que ela tirasse a calça dele, ela não teria errado o lugar.

Nelson rebateu:

— Então continua.

Franciele sentiu o constrangimento tomar conta dela:

— ...

Continuar o quê?

Continuar tocando o corpo dele?

Franciele encontrou os olhos escuros e profundos de Nelson.

Só então percebeu que tinha entendido tudo errado.

Ele só estava pedindo que ela continuasse a tirar a calça dele para passar o remédio.

O cinto foi desfeito.

Mas o rosto de Franciele voltou a corar visivelmente.

Morta de vergonha, ela o ajudou a abaixar a calça.

Só que, depois de observar com atenção por alguns segundos, não encontrou nem um arranhão nas pernas dele.

Antes que pudesse questioná-lo, seus olhos desviaram sem querer para o volume na...

Franciele ficou escarlate:

— Você!

— Eu o quê?

Nelson engoliu em seco e assumiu uma expressão inocente:

— Sou um homem normal. Com você olhando ali embaixo desse jeito, fica difícil não reagir, não acha?

— E quando foi que eu fiquei olhando pra aí? — Franciele retrucou na mesma hora.

Ela se sentia completamente injustiçada.

Nelson provocou:

— Não olhou uma vez só, não. Você espiou várias vezes.

Franciele ficou sem palavras:

— ...

Ela estava prestes a explicar que só estava procurando os ferimentos para passar o remédio.

E que não tinha a menor intenção de se aproveitar da situação para ficar olhando.

Mas, nesse exato momento, o celular dela começou a tocar.

Era o marido, Givaldo, ligando.

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