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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 183

A mente dela ficou em branco na mesma hora.

Ele... estava mesmo...

Franciele começou a xingá-lo mentalmente sem parar.

Mesmo se quisesse fazer esse tipo de coisa, não podia ter ido para o próprio quarto?

Que necessidade havia de fazer aquilo na varanda do quarto dela?

Será que ele fez de propósito para que ela visse?

Ele sabia muito bem da condição dela, sabia que ela não suportava esse tipo de provocação.

Precisava mesmo testar o limite dela desse jeito?

Franciele estava prestes a recuar em silêncio.

Mas, de repente, os olhos escuros e indecifráveis de Nelson se voltaram para ela.

Franciele congelou inteira, como se tivesse virado uma estátua.

Como podia ter sido pega justo naquela hora?

A pele que, depois do banho, estava clara e viçosa, ficou completamente vermelha.

Ela parecia uma flor recém-saída da água, capaz de desestabilizar qualquer homem.

Ao vê-la assim, Nelson sentiu a garganta apertar.

Seu coração deu um salto violento.

Franciele estava morrendo de vergonha.

— Eu... não vi nada. Você... pode continuar...

Dizendo isso, tentou fugir rapidamente.

Seus passos eram apressados e desajeitados.

Ela saiu correndo da varanda e parou diante da porta do quarto.

Mas, assim que sua mão tocou a maçaneta, a mão grande de Nelson surgiu por trás e se apoiou na madeira.

Ele bloqueou a porta com firmeza, impedindo-a de abrir.

As mãos quentes dele agarraram seus ombros esguios.

Ela foi obrigada a se virar para encará-lo.

A figura alta e imponente de Nelson exalava uma pressão sufocante.

Naquele momento, ele a envolvia por completo.

Franciele criou coragem para olhar para ele.

O olhar sombrio e profundo dele já estava fixo nela.

Sua respiração ficou ofegante.

— Eu... não quis olhar de propósito...

Franciele se explicou às pressas:

— Na verdade, eu não vi nada...

Hum...

Por que parecia que, quanto mais tentava explicar, mais ficava óbvio que estava mentindo?

O olhar penetrante de Nelson recaiu sobre ela.

Seu belo rosto se aproximou de repente.

— Fique comigo de agora em diante.

Franciele arregalou os olhos, chocada.

Tinha vontade de cavar um buraco no chão e se enfiar dentro.

Então ele já sabia que Givaldo tinha ido à delegacia para tirar sua irmã de lá na noite anterior.

As desculpas que ela inventara só tinham deixado ainda mais claro que estava mentindo, não é?

A mente de Franciele virou um caos completo.

Ela ficou sem palavras diante daquilo.

Não sabia como responder.

Seus longos cílios tremiam sem parar.

— Eu... mm...

Assim que abriu a boca, Nelson a calou com um beijo.

O rosto de Franciele queimou, e ela instintivamente tentou empurrá-lo.

Mas o peito dele era firme como aço; ela não conseguiu movê-lo nem um centímetro.

Ao contrário, Nelson segurou a mão delicada que o empurrava e a guiou para baixo, até a parte inferior do próprio corpo...

— Franciele, não me rejeite.

Ele a beijava como se estivesse enfeitiçado, a voz rouca transbordando desejo.

— Eu já ajudei você antes. Agora é a sua vez de me ajudar.

Ajudá-lo?

O belo rosto de Franciele ficou escarlate.

Ela entendeu na mesma hora o que ele queria dizer.

Como esperado, aquele homem só pensava naquilo.

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