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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 172

Os cílios espessos de Franciele tremeram.

Ele seria o remédio dela?

O que isso queria dizer?

Antes que pudesse pensar melhor, Nelson subiu na cama de joelhos e se inclinou sobre ela.

Sem conseguir se conter, beijou seu pescoço.

Franciele sentiu como se tivesse sido atingida por um raio.

Ele estava beijando seu pescoço?

Aquilo era íntimo demais.

Franciele estendeu a mão por instinto e o empurrou.

— Não!

Mas os beijos de Nelson não pararam.

Em vez disso, ele segurou sua mão com firmeza e então foi beijar seus lábios vermelhos.

A mente de Franciele zumbiu.

Seus olhos se arregalaram.

Seu corpo ficou tenso como se tivesse levado um choque.

O coração no peito de Nelson batia violentamente.

Ele queria fazer aquilo havia muito tempo.

Ansiava por beijá-la sem freio.

Só Deus sabia o quanto tinha sido difícil se conter durante todos aqueles dias em que ela morou ali.

Franciele queria recusar, mas seu corpo correspondia.

Para sua surpresa, descobriu que os beijos e os toques de Nelson realmente aliviavam o desconforto angustiante da sua condição.

Como aquilo era possível?

Será que ele realmente era o remédio dela?

O beijo de Nelson não era bruto, mas ele a mordiscava e a sugava devagar.

A ponta da língua dele tocou seus lábios, deslizando por entre seus dentes.

Mas Franciele manteve os lábios firmemente fechados, sem deixá-lo entrar.

Ela ainda conservava a razão.

Sabia muito bem que eles não deveriam estar fazendo aquilo.

A mão grande de Nelson, que antes segurava sua cintura, deslizou para dentro de sua camisola, apertando-a em intensidades diferentes...

Franciele achou aquela sensação incrivelmente prazerosa.

E não conseguiu evitar querer mais...

Se não o empurrasse agora, com certeza acabariam cruzando a linha.

— Sr. Sampaio, não faça isso...

Ela implorou baixinho, com o rosto em brasa.

Naquele momento, a garganta de Nelson estava seca e seu coração batia ferozmente.

Como ele conseguiria parar?

Sem dizer nada, ele se endireitou.

Na escuridão, levou a mão ao cinto da calça.

Suas ações e intenções eram óbvias demais.

A respiração de Franciele estava completamente desordenada.

Ela o observou usar o cinto para amarrar firmemente seus pulsos, prendendo-os à cabeceira da cama.

Então ele se inclinou novamente e tirou sua camisola.

A respiração de Nelson estava mais ofegante do que nunca.

Suas mãos tremiam.

Aquilo era algo com que ele havia sonhado tantas vezes.

E agora estava prestes a se tornar realidade.

O corpo de Franciele ardia de desejo, mas ela ainda tentou trazer a razão dele de volta.

— Nelson, me solta, por favor?

Dessa vez, ela não o chamou de Sr. Sampaio, e sim de Nelson.

Sua voz era doce e suave, implorando por misericórdia.

O coração de Nelson bateu violentamente.

Seu pomo de adão subiu e desceu descontroladamente, e seu corpo estava tenso ao extremo.

Ele sentia que ia enlouquecer.

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