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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 170

Franciele não deu muita importância e continuou andando em direção à cozinha.

— Ainda não dormiu?

A voz masculina, familiar e magnética, soou de repente, dando um susto nela.

Nelson?

Ele tinha voltado?

— Acabei de acordar e desci para pegar água — explicou Franciele, apressada e espantada. — Quando você chegou?

Nelson continuou recostado no sofá, em silêncio por um longo tempo.

Na verdade, ele nunca tinha viajado a trabalho.

Ter pedido a Myron que dissesse isso fora apenas uma maneira de fazê-la ficar tranquila na casa.

Nos últimos dias, ele sempre esperava até a noite, quando ela já estava dormindo, para voltar.

E saía de manhã cedo, antes que ela acordasse.

Por isso Franciele nunca o tinha visto.

E acabou acreditando fielmente nas palavras de Myron.

Acreditou que Nelson realmente tivesse saído do país.

Naquela noite, ele havia chegado tarde de um compromisso de negócios.

Depois, subira até o quarto de Franciele para vê-la.

Naquele momento, ela dormia profundamente.

Ao vê-la, seu coração disparou de repente.

Seu corpo ficou tenso e inquieto.

Só foi graças à sua força de vontade assustadora que ele não a tocou.

Mas, depois de sair do quarto dela, perdeu completamente o sono.

Sentou-se no sofá da sala e fumou sem parar.

Tentando aliviar o calor incômodo e a tensão que tomavam seu corpo.

Nelson nem sabia quanto tempo tinha ficado ali fumando.

Até ouvir passos descendo a escada.

No instante em que ouviu, soube que era ela.

E, naquele momento, o desejo intenso que ele tentara reprimir à força voltou a arder com violência.

Ele agarrou a borda do sofá com as duas mãos.

As veias saltaram no dorso de suas mãos.

Ao notar que Nelson não respondia havia um bom tempo, Franciele não se importou.

Foi até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de água mineral gelada.

No instante em que girou a tampa, uma mão grande, de dedos longos, surgiu à sua frente.

Antes que Franciele pudesse reagir, a água gelada foi arrancada de sua mão.

O tecido de seda da camisola roçava na camisa dele, e o leve farfalhar naquele ambiente silencioso parecia estimular todos os seus nervos.

O coração de Franciele perdeu completamente o ritmo e começou a bater descontrolado.

Sua respiração também se descompassou.

A pequena cozinha parecia tomada por calor.

Franciele deu alguns passos discretos para trás, aproximando-se da pia, tentando se afastar do peito dele, que estava colado às suas costas.

— Beba.

Nelson lhe entregou o copo e, aproveitando o movimento, avançou mais dois passos.

O peito dele tornou a se colar nela.

Franciele recebeu o copo e sentiu com clareza o calor vindo das costas.

Seu corpo inteiro se retesou.

A água quase derramou no chão.

— Sr. Sampaio, você...

Franciele forçou um sorriso constrangido.

— O que tem eu?

Nelson se abaixou, aproximando o rosto do dela.

Numa postura ambígua, como se a abraçasse por trás.

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