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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 145

— Ah!

Eliana gritou de susto.

E saiu rolando escada abaixo.

Só parou nos degraus do primeiro andar, encolhida numa postura dramática de dor.

Na verdade, a escada nem era tão alta assim.

A expressão sofrida dela tinha muito de encenação.

Franciele ficou parada no topo, olhando-a de cima com frieza.

— Eliana!

A voz desesperada de Givaldo soou às costas dela.

No instante seguinte, ele desceu correndo e amparou Eliana no chão.

— Eliana, você está bem?

— Eu... — Eliana quase se engasgou de tanto ressentimento.

Originalmente, ela queria empurrá-lo para longe.

Mas, pelo canto do olho, percebeu Franciele observando do alto da escada.

De repente, começou a chorar e se jogou nos braços de Givaldo:

— Givaldo... buá... eu acho que não consigo me mexer...

Era a primeira vez que ela se jogava de forma tão aberta nos braços dele.

Givaldo ficou atordoado.

Ao mesmo tempo, sentiu uma alegria involuntária no coração.

Ergueu a mão e começou a dar tapinhas hesitantes nas costas dela.

— Não chora. Eu vou examinar você.

Abaixou-se ao lado dela e verificou seu tornozelo com cuidado.

Parecia uma torção leve.

— O que aconteceu exatamente? — perguntou ele, tomado por preocupação, enquanto apalpava com cuidado a área lesionada.

— Foi ela...

Eliana apontou para Franciele no topo da escada, com olhar cheio de aversão.

Seguindo a acusação, Givaldo ergueu os olhos e viu Franciele ali, observando os dois.

Por um instante, sua primeira reação foi culpa.

Quase soltou Eliana automaticamente.

Mas, bem nessa hora, Eliana soltou um gemido sofrido:

E, francamente, Franciele também não fazia questão de vê-lo.

Encheu a banheira, tomou um banho relaxante e reconfortante e já se preparava para dormir quando o celular tocou de repente.

Foi até a janela para atender.

Era a imobiliária.

Dias antes, ela havia preenchido um formulário com as características do imóvel que procurava.

O corretor ligava para dizer que acabara de surgir um apartamento que atendia exatamente a tudo o que ela queria, ideal para alugar.

Franciele marcou a visita para o dia seguinte.

Ao desligar, seus olhos caíram casualmente sobre a rua lá embaixo.

Um Rolls-Royce luxuoso acabava de fazer a volta para ir embora.

O condomínio onde Franciele morava não era exatamente uma área onde carros desse nível costumavam aparecer.

Até se viam alguns importados, mas um Rolls-Royce daquele padrão já era novidade.

Ela não resistiu e olhou melhor.

Como não morava tão alto e a iluminação do condomínio era boa, no instante em que o carro manobrou conseguiu distinguir a placa.

O carro de Nelson?

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