Franciele riu com sarcasmo.
Desde pequenas, sempre fora tratado como algo natural que Eliana batesse nela. Seu pai, Viviana e até Mafalda jamais perguntavam o motivo.
Dessa vez, ela apenas revidara uma única vez.
E ali estavam os três, unidos, prontos para condená-la.
Embora ambas fossem filhas da família Duarte, a diferença de tratamento entre ela e Eliana era abissal.
— Eu não fiz nada! — protestou Franciele.
— E ainda tem coragem de negar? — Eliana se levantou de repente e a acusou, cheia de fúria. — Foi você quem foi ao haras do meu marido, pelas minhas costas, para seduzi-lo. Foi por isso que eu fui até a sua empresa te dar uma lição!
Franciele franziu a testa por reflexo:
— Eu já expliquei: eu não estava sozinha no haras naquele dia. Fui porque meu chefe me chamou.
Nelson já havia explicado aquilo antes, e Eliana parecia ter aceitado. Por que o assunto voltava agora diante do pai e de Viviana?
Os olhos de Eliana estavam cheios de rancor:
— Se você não estivesse tentando seduzir meu marido, por que o Franklin me pediria o divórcio? Ele me disse claramente que, se soubesse que você era minha irmã, teria casado com você e me deixado de lado!
Franciele ficou em choque.
Se Franklin queria se divorciar de Eliana, isso não era problema dela. Mas como ele teve coragem de dizer uma coisa dessas à própria esposa?
Aquilo era praticamente assinar sua sentença.
Eliana começou a chorar de forma desesperada.
Isso fez com que seu pai, Viviana e Mafalda sentissem pena na mesma hora.
Logo, todos passaram a se voltar contra Franciele.
Ela se sentia profundamente injustiçada.
Ela e Franklin não tinham nada, mas seu pai, Viviana e Mafalda preferiam acreditar cegamente em Eliana e jogar toda a culpa nela.
E quanto a Eliana?
Franciele já era casada com Givaldo, e mesmo assim Eliana vivia se aproximando do marido dela. Ainda assim, ninguém naquela família dizia uma palavra em sua defesa.
— Eu não sei por que meu cunhado disse isso, mas juro que não existe absolutamente nada entre mim e o Sr. Machado — declarou Franciele com seriedade.
Eliana a encarou, tomada por inveja e ódio:
— Estou falando a verdade. Com esse seu temperamento insuportável, que homem aguentaria? Se eu fosse o cunhado, também preferiria a Franciele e não você.
— Você! — Eliana quase desmaiou de tanta raiva.
Edson continuou sem hesitar:
— Acho que o cunhado só usou isso como forma de falar. Em vez de refletir sobre a própria conduta, você prefere vir arrumar confusão com a nossa irmã.
Ao dizer isso, virou-se para Joaquim:
— Pai, na minha opinião, esse pedido de divórcio do cunhado não tem nada a ver com a Franciele.
Joaquim apertou os lábios, mas continuou em silêncio.
Não era como se ele não conhecesse o gênio difícil da filha mais velha.
Mas, como Eliana e Viviana estavam unidas contra Franciele, ele não queria se desgastar com a esposa oficial e com a filha favorita apenas para proteger a caçula desprezada.
Viviana percebeu que a convicção do marido tinha vacilado.
Com um olhar afiado, lançou um aviso duro a Edson:
— Edson, é melhor você ter muito claro quem é mais próxima de você: a Franciele ou a Eliana. Quem você acha que deveria estar ajudando?

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