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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 109

Quando Franciele chegou à mansão da família Duarte, todos já a esperavam.

Sentado no lugar principal estava seu pai, Joaquim.

Patriarca da família Duarte e presidente do Grupo Duarte.

Apesar dos cabelos já brancos, sua presença ainda impunha respeito.

À esquerda dele estava Viviana.

O rosto bem cuidado quase não mostrava sinais do tempo.

Ela vestia um caríssimo vestido de seda bordado e exibia joias exclusivas da cabeça aos pés.

Uma verdadeira dama da alta sociedade.

Ao lado dela, estava sua filha mais velha, Eliana, também coberta de grifes e joias.

Em beleza e presença, ficava apenas um pouco atrás de Viviana.

Viviana havia sido uma grande beleza na juventude.

Além disso, era extremamente habilidosa nos negócios.

Diziam que, no passado, usara seu charme para ajudar o marido a fechar inúmeros contratos importantes.

Se não fosse pelo fato de não ter conseguido dar à luz um filho homem, a avó de Franciele não teria drogado o próprio filho para fazê-lo dormir com a secretária, Mafalda.

Mesmo que Mafalda tivesse dado à luz depois um menino e uma menina, a posição de Viviana no coração do patriarca nunca foi abalada.

Embora Eliana não tivesse herdado toda a beleza da mãe, era a única filha de Viviana, a herdeira legítima da família Duarte.

Desde pequena, sempre pisaria sobre Franciele.

Para o pai, só existia Eliana; Franciele sempre fora invisível.

À direita do pai estava Mafalda, a verdadeira mãe de Franciele.

Em contraste com o brilho de Viviana e Eliana, Mafalda vestia roupas extremamente simples.

Não havia uma única joia em seu corpo.

As roupas eram do tipo mais básico e discreto.

Apesar de ser mais nova que Viviana, parecia muito mais velha, com linhas marcadas ao redor dos olhos e da boca.

Sempre que estava na mesma sala que Viviana, assumia uma postura submissa e encolhida.

— Pai, Viviana, mãe.

Franciele se aproximou e cumprimentou todos com respeito.

Joaquim manteve o semblante severo e apenas assentiu.

A confissão fez o rosto de Viviana mudar na mesma hora, como se Franciele tivesse cometido um crime imperdoável.

— Que absurdo! Desde quando você tem o direito de encostar um dedo na Eliana?

Mafalda também a olhou com rancor.

Aquele olhar foi como uma facada no coração de Franciele.

Ela não exigia que a mãe a defendesse, mas ver aquele repúdio no rosto dela só porque Eliana havia apanhado doeu fundo.

Enquanto ela ainda processava aquilo, Viviana já vinha avançando em sua direção.

Ergueu a mão para lhe dar um tapa, decidida a vingar a filha.

Mas, antes que o golpe a acertasse, Franciele segurou o pulso dela no ar.

Viviana a encarou, chocada.

Nunca imaginou que Franciele teria coragem de impedi-la.

— Mas a minha irmã também me bateu! — retrucou Franciele com firmeza. — Foi ela quem começou.

Viviana não estava nem aí para a justificativa:

— E daí? Se a sua irmã te bateu, é porque você fez alguma coisa errada. Ela estava te dando uma lição.

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