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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 103

Seus olhos amendoados estavam úmidos, e seu rosto bonito ardia em rubor.

A mistura de sofrimento e desejo transbordava sensualidade.

Era um convite perigosamente irresistível.

Nelson sentiu um calor repentino percorrer seu corpo; o pomo de adão subiu e desceu.

Percebeu que não conseguia desviar o olhar.

Naquele momento, ela estava absurdamente atraente.

Cada mínimo movimento dela atingia em cheio seus limites de autocontrole.

Embora sempre tivesse sido extremamente contido...

Diante dela, a mulher com quem vinha fantasiando havia tanto tempo, deitada daquela forma à sua frente, era impossível não ser tentado.

O olhar de Nelson escureceu:

— Como você quer que eu te ajude?

Franciele quase revirou os olhos de frustração.

Ele precisava mesmo se fazer de desentendido numa hora daquelas?

Ela estava drogada e à beira do colapso.

De que outra forma ele achava que poderia ajudá-la?

— Você poderia dormir comigo só essa vez?

Desesperada, ela agarrou a mão dele, esfregando o rosto contra as costas da mão masculina, e lançou-lhe um olhar faminto.

Preferiu ir direto ao ponto.

Com o corpo queimando e formigando de agonia, já não havia espaço para vergonha.

Pouco importava que ele fosse o grande chefe; desde que fosse homem, serviria.

Nelson estreitou os olhos, fitando-a:

— Você quer ir para a cama comigo?

Seu rosto não deixava transparecer nada.

Ele acariciou o rosto ansioso dela com as mãos grandes, sentindo uma mistura de ternura e desconforto.

O toque fresco da pele dele fez Franciele soltar um gemido de alívio.

— Tão geladinho... mais... por favor...

Franciele assentiu freneticamente, com a voz manhosa.

Guiou a mão dele do contorno do próprio rosto, descendo pelo pescoço até a clavícula.

A respiração de Nelson ficou mais pesada.

Nelson soltou uma risada fria, e seu belo rosto escureceu de imediato.

— Sr. Sampaio, dá para agilizar, por favor? Eu... acho que não vou aguentar... — reclamou Franciele, com a testa coberta de suor frio e a voz quase chorosa.

Mesmo sentindo o peito apertar ao vê-la sofrer daquele jeito, ele ainda estava irritado com o pedido absurdo.

— Mesmo que eu chame alguém agora, provavelmente já vai ser tarde demais.

Ele se debruçou sobre ela, brincando com uma mecha do cabelo dela e sussurrou perto do ouvido feminino.

O coração de Franciele despencou.

O desespero já beirava a histeria.

Sua respiração ficou ainda mais caótica por causa da substância.

Ela não conseguiria suportar aquilo por muito mais tempo.

— Nesse caso... vou ter que incomodar o Sr. Sampaio para resolver isso pessoalmente... — apelou de novo, deixando a vergonha de lado.

Com um homem como ele ali na sua frente, para que procurar outro?

Ela só queria pôr fim àquele sofrimento.

Dominada pela urgência, disparou:

— Fique tranquilo, eu não vou me aproveitar de graça. O que eu pagaria a um garoto de programa, eu pago ao senhor...

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