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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 102

— Argh... que agonia...

Franciele entreabriu os lábios avermelhados, respirando com dificuldade.

Sua razão estava quase sendo consumida pelo fogo que queimava por dentro.

E, para piorar, Nelson continuava ali no quarto.

Franciele sabia muito bem que dividir o mesmo espaço com um homem adulto naquele estado era extremamente perigoso.

Usando o último resquício de lucidez, sentou-se na cama:

— Sr. Sampaio, por favor... vá embora logo...

Nelson permaneceu de pé ao lado da cama, observando-a de cima.

Soltou uma risada baixa:

— E se eu for, o que vai ser de você?

No estado em que ela estava, era óbvio que não conseguiria ficar sozinha ali.

— Então... o senhor poderia... por favor... ligar para o SAMU?

Franciele implorou entrecortadamente.

Mas, antes que pudesse concluir, Nelson a interrompeu:

— O que foi? Vai pedir para o seu marido vir te salvar?

Franciele:

— ...

Desde que se casara com Givaldo, o homem se recusava até mesmo a tocá-la.

Como ela poderia contar com ele num momento daqueles?

Ela só queria que o chefe chamasse socorro médico.

Afinal, do jeito que estava, nem conseguia segurar o celular para digitar.

— Ajuda que está longe não resolve o que está pegando agora. Antes de o seu marido chegar, você provavelmente já não vai aguentar mais — disse Nelson, em tom frio.

Franciele transpirava sem parar; sentia-se à beira de entrar em combustão.

Rangendo os dentes, tentou outra vez:

— Então... poderia me levar ao hospital?

Nelson se inclinou de repente, aproximando-se do rosto dela:

— Tem certeza de que quer ir ao hospital agora?

Franciele sentiu a presença masculina dele esmagar seus sentidos.

Sua mente ficou em branco por alguns segundos.

De qualquer forma, já não aguentava mais viver com a família Duarte.

Mas sabia que Mafalda jamais conseguiria viver longe de Edson.

Ao longo de todos aqueles anos, Mafalda suportara humilhações sem fim e aceitara viver como segunda mulher apenas para ficar perto do filho.

Se fossem expulsas, a mãe nunca mais veria Edson e certamente enlouqueceria.

Não. De jeito nenhum. Ela não podia cair nessa armadilha indo ao hospital agora.

Só que o fogo correndo em suas veias já a levava ao limite da sanidade.

Se não recebesse ajuda médica, acabaria desabando.

A menos que...

Encontrasse um homem para aliviar aquele tormento.

E não era justamente um homem que estava ali, ao lado da cama?

Completamente à mercê da droga, Franciele já não ligava mais para o fato de Nelson ser seu chefe.

Mesmo que ele a demitisse no dia seguinte, precisava implorar para que ele a ajudasse naquela noite.

Franciele agarrou o braço dele com força:

— Sr. Sampaio... o senhor... poderia me ajudar?

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