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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 753

Ele a carregou até a cama e a deitou com delicadeza sobre os lençóis.

Inclinando-se sobre ela, o hálito quente do homem acariciou-lhe o rosto enquanto ele murmurava, a voz rouca e sedutora:

— Só um beijo. Não vai atrapalhar nada, certo?

Antes que Bruna pudesse raciocinar, os lábios de Uriel já capturavam os dela.

Não foi um beijo possessivo como os de outrora. Pelo contrário, era de uma doçura inebriante, guiando-a sutilmente até que ela entreabrisse os lábios, cedendo àquela carícia.

Era exatamente como Uriel imaginava.

Os lábios da sua mulher eram macios e inebriantes. A sensação de beijá-la era estranhamente familiar, como se o corpo dele se lembrasse de todas as vezes que haviam partilhado daquela mesma intimidade no passado.

O aroma natural de Bruna exercia um fascínio letal sobre ele.

Ele a apertou em seus braços, o abraço ficando cada vez mais firme, quase como se quisesse fundi-la ao seu próprio corpo.

Seu sangue fervia, pulsando com uma adrenalina incontrolável.

Bruna foi forçada a inclinar a cabeça para trás, os dedos agarrando instintivamente o tecido da camisa dele enquanto o oxigênio era roubado de seus pulmões, milímetro a milímetro.

O beijo, que começara tenro, aprofundou-se vertiginosamente sob a investida implacável do homem.

Até que, incapaz de acompanhar o ritmo alucinante, ela precisou dar leves tapinhas no ombro dele, virando o rosto para escapar de seus lábios e buscar ar.

Por fim, Uriel deitou-se ao lado dela, puxando-a para o seu peito, com o rosto afundado na curva do pescoço da esposa, distribuindo selares demorados pela pele sensível.

Bruna respirava fundo, recuperando o fôlego.

Deslizando os dedos pelos cabelos espessos do marido, uma lembrança repentina invadiu sua mente, levando-a a questionar:

— Por que os membros da família Lemos foram convidados para a festa da Ângela?

Naquele mesmo dia, ao revisar a lista de convidados, Bruna se deparara com um nome bastante indesejado.

Plínio Lemos.

Levando em conta o histórico, Uriel abominava Plínio.

Qual seria o motivo para incluí-lo no evento?

A voz grave de Uriel reverberou contra a pele dela.

— Ultimamente, aquele sujeito tem feito manobras nos bastidores para me atingir. Eu preciso dar a ele uma pequena lição.

Ao dizer isso, Uriel ergueu a cabeça. Havia um tom avermelhado nos cantos de seus olhos, e seu olhar fixou-se intensamente no rosto de Bruna, como um predador avaliando a presa em busca da menor hesitação.

Com um suspiro resignado, ela ajeitou a bebê nos braços, preparando-se para fazer o serviço.

No entanto, Uriel foi mais rápido. Ele tomou a menina gentilmente, caminhando em direção ao banheiro com passos firmes.

— Descanse. Eu cuido disso.

Nos últimos dias, a dedicação de Uriel para com a filha havia se multiplicado exponencialmente.

Observando as costas largas do marido enquanto ele desaparecia no banheiro com Ângela, Bruna franziu o cenho, tomada por uma epifania silenciosa.

Ela parecia ter decifrado exatamente o que se passava na cabeça dele.

Faltando apenas dois dias para a Celebração dos 100 Dias, os irmãos de Bruna finalmente desembarcaram na Capital.

Graças à organização impecável de Bruna, os quatro irmãos Moraes foram hospedados na residência principal da família Braga, e até as futuras cunhadas marcaram presença.

Ao notar Eloy e Daniel chegando sozinhos, sem qualquer acompanhante, Bruna não perdeu a chance de alfinetar o segundo irmão mais velho.

— O irmão Daniel não tinha dito que ia trazer a futura cunhada? Onde ela se meteu?

Fingindo surdez seletiva, Daniel virou-lhe as costas e começou a fazer gracinhas para a pequena Ângela.

A atitude do homem deixava claro o pânico de ter que dar explicações sobre sua vida amorosa.

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