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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 752

Quando Paloma arrastou seu corpo exausto para fora do quarto, Bonifácio já não estava à vista.

A mesa de jantar estava farta, repleta dos seus pratos favoritos.

No que dizia respeito a cuidar dela, Bonifácio sempre fora sinônimo de extravagância.

Mesmo que ela fosse fazer a refeição sozinha, havia dezenas de travessas dispostas sobre a mesa, todas com opções que agradavam ao seu paladar.

Ao lado do prato principal, repousava um bilhete.

[Alimente-se bem. Deixa que eu resolvo as coisas com o Jesse. E, mais uma vez, me perdoe.]

As pontas dos dedos de Paloma ficaram brancas de tanto apertar o papel.

Ela permaneceu de pé junto à mesa por um longo momento antes de finalmente se sentar e começar a comer.

Escondido atrás da porta entreaberta, Bonifácio soltou um suspiro de alívio ao ver que a esposa estava se alimentando, virando-se para ir embora de vez.

(...)

Após a conversa decisiva entre Bruna e Uriel, o homem bateu o pé.

Ele insistia veementemente que só faria a cirurgia após a Celebração dos 100 Dias de Ângela Braga.

Sem alternativa, Bruna precisou reagendar com Paloma.

A amiga garantiu que não haveria problema algum.

Alguns instantes de silêncio se passaram no aplicativo de mensagens, até que o celular de Bruna vibrasse novamente com um recado de Paloma.

[Bruna, eu... posso ir à festa da Ângela?]

Ao ler aquelas palavras, os dedos de Bruna hesitaram sobre a tela iluminada.

Respirando fundo, ela digitou sua resposta.

[O convite já não foi enviado para você?]

Dessa vez, a tréplica de Paloma foi imediata:

[Entendido. Estarei lá no horário.]

Após deixar o celular de lado, Bruna voltou sua atenção para Uriel, que segurava Ângela nos braços.

Ela se aproximou, abrindo um sorriso doce.

— Certo, já chega de brincadeira. É hora da Ângela dormir. Coloque ela no berço.

A pequena Ângela ainda mantinha os olhinhos redondos bem abertos. Ao ver a mãe se aproximar, balançou as mãozinhas no ar, pedindo colo.

Rindo, Bruna esticou os braços para pegar a filha, mas Uriel se esquivou habilmente.

— Ela está ficando pesada, seus braços vão doer. Deixa que eu a faço dormir.

Contudo, com a rotina agitada das últimas semanas, acabara emagrecendo alguns quilos.

Ainda assim, seu corpo estava longe de ser tão esguio quanto antes da gestação.

Ela encarou Uriel com desconfiança, tendo a absoluta certeza de que ele estava exagerando.

Dando um beliscão no braço firme do marido, ela provocou:

— Você mal acabou de se recuperar e já está querendo bancar o fortão?

Uriel abaixou o olhar instantaneamente.

A intensidade nos olhos dele e o leve travar de maxilar deixaram claro que Bruna acabara de pisar em uma mina terrestre.

Ela recolheu a mão no mesmo instante.

Repassando sua própria frase na cabeça, percebeu o erro fatal.

Aquilo soara como um desafio direto à masculinidade de Uriel.

Nervosa, ela lançou um olhar significativo para o berço ao lado.

O recado era claro: "Agora não."

Mas Uriel não recuou. Seus olhos escureceram, focando-se com avidez nos lábios macios e convidativos da esposa.

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