Ela sorriu e assentiu.
— Eu sei.
…
Quando Bonifácio chegou com seus homens a um hotel cinco estrelas, ele acenou com a mão, dispensando o grupo que o seguia.
Ele mesmo pegou o elevador até o último andar.
Na suíte presidencial da cobertura, ele não bateu, mas usou o cartão-chave para entrar.
— Paloma, voltei. Tudo foi resolvido. O resto depende do destino deles.
Bonifácio sentou-se relaxadamente no sofá, com as pálpebras caídas, e seus olhos azul-celeste fixaram-se na mulher à sua frente.
Paloma serviu um copo de água para Bonifácio.
— Entendido.
Seu olhar para Bonifácio era um misto de conflito.
Ela não tinha certeza se fazer aquilo era o correto, mas não queria que Bruna, uma estrela em ascensão no mundo do design de moda, se apagasse.
Amor, família.
Nada era mais importante que a carreira de uma mulher.
Ela esperava que Bruna não a culpasse.
Parecendo notar o conflito nos olhos de Paloma, Bonifácio endireitou-se e disse a ela.
— Na verdade, acho que essa abordagem pode não ser suficiente para separar aqueles dois.
Paloma olhou para ele, confusa.
Bonifácio continuou a explicar.
— Embora Uriel tenha perdido a memória, ele parece saber quem ama. Hoje, eu planejava trancar Uriel e Fernanda em um quarto, e até o amarrei, mas o que eu esperava não aconteceu. Em vez disso, Fernanda foi levada pela polícia.
Paloma já sabia mais ou menos o que tinha acontecido naquele dia.
Bruna tinha ido procurar Uriel.
— Entendido.
Ela repetiu as mesmas palavras.
Bonifácio franziu a testa levemente e perguntou a ela: — E se a Bruna ainda assim não for, o que você pretende fazer?
Paloma ficou em silêncio por um longo tempo, depois suspirou.
— O plano de hoje não foi arquitetado por você?
O rosto de Paloma ficou pálido instantaneamente. O conflito interno, como ondas turbulentas, agitava seu coração dolorosamente.
Ela cerrou os dentes com força, suas mãos tremendo levemente.
— De qualquer forma, você não tem permissão para sequestrar a Bruna. Se você fizer algo pelas minhas costas, eu acabo com você.
Bonifácio pressionou a língua contra a bochecha.
Toda vez que Paloma mostrava um instinto protetor tão forte por essa Bruna, ele sentia um gosto amargo na boca.
Era como beber o famoso vinagre envelhecido do País A, todo o seu ser envolto em acidez.
Ele se levantou e caminhou até Paloma.
Respirou fundo para não deixar suas emoções explodirem.
— Tudo bem, eu prometo não causar problemas para ela por conta própria. Mas se a sua família estiver em apuros e não encontrarmos uma boa solução, serei forçado a ir contra a sua vontade.
Ele levantou a mão e acariciou suavemente o rosto de Paloma, seu olhar cheio de compaixão e afeto.
— Paloma, você sabe, eu nunca te faria sofrer.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Amor, Meu Traidor