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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 172

Ponto de vista de Grace.

Olhei para Apollo por um momento, meu coração batendo tão forte no peito que parecia que todos podiam ouvir.

Engoli em seco, mas minha garganta estava dolorosamente seca.

Meu Deus. Esse homem.

Era exatamente por isso que eu não queria me sentar ao lado dele. Não era por medo, eu não tinha mais medo de Apollo, mas ele ainda me deixava absurdamente nervosa. Sempre que eu ficava perto demais, meu coração disparava, minha pele esquentava e meus pensamentos se dissolviam em uma bagunça completa.

Eu me sentia como uma adolescente boba apaixonada de novo, dolorosamente consciente de cada toque fugaz e de cada olhar roubado.

O verdadeiro motivo de eu não querer me sentar ao lado dele era simples: eu sabia exatamente que tipo de homem Apollo Reed era. Ele nunca me deixaria ter um jantar tranquilo sem me tocar, sem fazer algo que fizesse meu corpo reagir antes mesmo que a minha mente pudesse acompanhar.

A comida nem estava na mesa ainda, e a mão dele já estava na minha coxa. E, droga, por que ele tinha que ser assim? Por que sempre tinha algo sedutor para dizer, algo que deixava minhas pernas fracas e minha mente completamente em branco?

"E eu quero muito ver você se contorcer."

As palavras dele ecoaram na minha cabeça novamente, envolvendo meus pensamentos até que eu não conseguisse raciocinar direito.

Esse homem seria a minha ruína. Senti sua mão começar a subir lentamente, e minha respiração ficou superficial.

— Tia Grace, o que aconteceu com você? — A voz de Liana cortou meus pensamentos espiralados.

— Seu rosto está muito vermelho. Você está ficando doente de novo?

Despertei do transe instantaneamente e me voltei para ela, meu corpo reagindo antes do meu cérebro. Sem pensar, dei um tapa na mão de Apollo por baixo da mesa, afastando-a. No momento em que percebi o que tinha feito, congelei.

"Espera. Eu acabei de empurrar a mão dele como se ele fosse algum tipo de estorvo?"

Eu quis olhar para ele, ver sua reação, mas me contive e me foquei em Liana, forçando um sorriso no rosto.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Eleanor se pronunciou, com a voz leve e divertidamente afetada.

— Claro que ela está bem, Liana. Sua tia está ótima.

— Mas ela está vermelha. — Insistiu Liana, inclinando a cabeça.

Eleanor sorriu de canto, lançando-me um olhar cúmplice.

— É, estou vendo. — Disse ela, claramente aproveitando a situação muito mais do que devia.

— As pessoas podem ficar vermelhas por muitos outros motivos, sabe?

Lancei-lhe um olhar furioso, sentindo meu rosto queimar ainda mais.

— Eleanor, para de palhaçada. — Sibilei, antes de me voltar novamente para Liana.

— Eu estou bem. Sério. Meu rosto só fica vermelho às vezes.

Liana me estudou por um segundo, então assentiu seriamente.

— Tudo bem, tia. Contanto que você esteja bem.

Assenti de volta, aliviada por ela ter deixado o assunto de lado, mas meu coração continuava acelerado. Eu ainda conseguia sentir Apollo ao meu lado, calmo e imperturbável, como se nada tivesse acontecido. E, de alguma forma, isso tornava tudo ainda pior.

Alcancei o copo de água à minha frente, levando-o aos lábios como se precisasse desesperadamente de algo para me trazer de volta à realidade.

Meus dedos se curvaram ao redor do vidro frio enquanto Eleanor voltava sua atenção para Apollo, com uma expressão educada.

— Senhor Reed, por favor, experimente a comida. — Disse ela.

— Garanto que vai gostar, é tudo caseiro.

Olhei para ele por cima da borda do copo enquanto bebia, fingindo estar mais interessada na água do que nele, embora meus pensamentos fossem uma confusão completa.

Quanto mais eu tentava não pensar nisso, mais claro ficava na minha mente. O que aconteceu na noite passada não foi um sonho. Não foi a febre pregando peças em mim. Apollo realmente tinha dito que me amava, e eu tinha ouvido perfeitamente.

Eu queria me convencer de que deveria haver outra explicação, que talvez ele tivesse dito aquilo porque eu estava doente, porque estava vulnerável, porque se sentia responsável. Mas quanto mais eu pensava, mais sabia que aquilo não combinava em nada com ele. Apollo não era o tipo de homem que dizia as coisas da boca para fora, e certamente não mentiria sobre algo assim.

Não havia razão para ele dizer aquilo a menos que fosse verdade. E essa percepção fez meu peito se apertar de uma forma que era ao mesmo tempo aterrorizante e acolhedora.

Apollo Reed me amava.

Enquanto eu estava perdida em meus devaneios, ele pegou calmamente o garfo, cortando o salmão assado com movimentos pausados antes de levá-lo à boca. Instantaneamente, a atenção de todos se voltou para ele. Eleanor, Wyatt e até os gêmeos se inclinaram levemente para frente, observando-o como se ele fosse uma criatura rara sendo estudada pela primeira vez.

Eu me peguei encarando também, prendendo a respiração sem perceber. Pelo que eu sabia, Apollo mal comia, e quando o fazia, nada parecia agradar ao seu paladar. Eu já tinha ouvido Chase reclamar mais de uma vez que até refeições preparadas por chefs de renome internacional falhavam em impressioná-lo. Eleanor e Wyatt eram cozinheiros fantásticos, todo mundo amava a comida deles, mas Apollo não era qualquer um.

Capítulo 172: Você está tão caidinha, amiga 1

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