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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 47

Ponto de vista de Apollo.

Eu odiava socializar. As pessoas falam demais, palavras saindo de suas bocas sem pensar, como se temessem que algo as engolisse se não continuassem tagarelando. Nunca fui fã de seres humanos. Se alguém me ofendia ou entrava no meu caminho, eu não pensava duas vezes: me livrava deles. Não acredito em segundas chances. Os humanos têm uma maneira de confundir bondade com fraqueza. Você dá a eles uma segunda chance, e eles cometem o mesmo erro novamente, apenas com mais confiança.

É por isso que a maioria das pessoas me temia. Elas queriam minha atenção, mas nenhuma queria correr o risco de fazer algo errado. Um passo em falso poderia custar tudo, e elas sabiam disso. Mesmo nestes eventos, só me enviavam convites por formalidade. Ninguém realmente queria que eu aparecesse.

Ao ver a grande multidão e o salão elaboradamente decorado, eu já estava me arrependendo da minha decisão.

— Meu Deus. É ele. Apollo Reed.

— Não pode ser, ele está presente? Ele nunca frequenta reuniões sociais... O que está acontecendo?

— Não faço ideia, mas Deus... ele é tão perfeito.

— Deveríamos ir nos apresentar?

— Você é louca? Prefiro manter minha vida. Ele pode parecer um deus, mas todos sabem que é o diabo disfarçado. Ele pode arruinar sua vida sem piscar. Vamos apenas admirá-lo de longe.

Suas vozes zumbiam ao meu redor como insetos. Com as mãos nos bolsos, entrei no salão, ignorando a todos. Nenhum deles valia minha atenção. Eu não tinha desejo de me misturar. Queria acabar logo com isso e ir embora. Tinha um trabalho importante me esperando.

Um homem em um terno preto impecável aproximou-se fazendo uma reverência calorosa.

— Boa noite, senhor Apollo. Estão esperando por você lá dentro. Deixe-me escoltá-lo, senhor.

Eu lhe dei um breve olhar. Ele se virou, e eu estava prestes a segui-lo quando uma voz me parou.

— Como ousa sua vadia! Você sujou meus sapatos? Quer morrer?!

Virei a cabeça. Em um canto do salão, parcialmente escondida por uma divisória de cortina, uma mulher estava no chão. Parecia ser da equipe de serviço, vestindo o uniforme preto e branco. Sua cabeça estava baixa. O homem à sua frente era alto, olhando para ela como se fosse sujeira em seus sapatos.

— Sinto muito, foi um acidente. — Disse ela rapidamente, a voz trêmula.

— Eu tropecei, por favor, me perdoe.

Arqueei uma sobrancelha. Os sussurros recomeçaram:

— Ah... é o filho do senhor Paul. Parece que ele começou de novo.

Outra pessoa resmungou baixinho:

— Ele é muito irritante. Fez a mesma coisa da última vez. Deu uma rasteira na garçonete de propósito e a humilhou.

— Que desgraçado. Sempre pisoteando mulheres só para alimentar o ego.

— Por que ninguém consegue pará-lo?

— Porque o pai dele é diretor sob a tutela do senhor Reed. Ninguém quer birra com eles.

Inclinei a cabeça, estudando-o. Ele era o tipo de merdinha que prolifera em lugares como este. Não conquistou seu poder, não merecia nada, e não sobreviveria cinco minutos sem o nome do pai.

Eu detestava gente assim.

Ele estava parado sobre ela agora, uma mão no bolso, a outra girando a taça de vinho como se fosse só mais uma brincadeira para passar o tempo.

O homem ao meu lado estava pronto para intervir, mas fui mais rápido e levantei a mão.

— Espere.

Ele olhou para Austin, e Austin o encarou com um olhar sombrio. Ambos sabiam que aquilo não ia acabar bem.

O pirralho deu uma risada seca e inclinou a cabeça.

— Você tropeçou? E por que diabos eu me importaria? Você derramou vinho nos meus sapatos. Você sabe quanto isso custa? Este sapato vale mais do que a sua vida. Mais do que toda a sua existência.

A mulher manteve a cabeça baixa.

— Sinto muito, senhor.

Capítulo 47: Lamba 1

Capítulo 47: Lamba 2

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