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HERDEIRA LOUCA: MEU DINHEIRO, FORA VOCÊS! romance Capítulo 852

Mas aquelas palavras não surtiram nenhum efeito sobre os que tinham vindo para conduzir a investigação.

"Com licença, Sra. Ulhoa, por favor, afaste-se."

O capitão da equipe continuava muito educado, até que o Diretor Macedo subiu do salão para o palco e se colocou diante deles.

Ele mantinha o corpo ereto, com um ar de orgulho inabalável no rosto, como se aqueles homens à sua frente não merecessem nem mesmo sua atenção.

Afinal, em termos de hierarquia, aquelas pessoas mal serviriam para vigiar sua porta, não tinham sequer o direito de se aproximar dele. O motivo pelo qual agora estavam tão próximos era apenas porque Laercio se via obrigado a defender seu genro.

"Eu conheço o chefe de vocês, então é melhor saírem daqui imediatamente. Hoje é um grande dia, minha filha e meu genro estão levando a empresa à bolsa de valores. Se houver algum problema, esperem o sino do pregão tocar, depois da festa, convidaremos o chefe de vocês para jantar em minha casa."

"O senhor, Diretor Macedo, também é um funcionário público. Deveria saber o que significa agir com imparcialidade. Hoje, vamos levar Vinicius conosco, recebemos ordens superiores. Ele é alvo de uma investigação prioritária. Por favor, não obstrua o curso da justiça."

Laercio, notando que nem mesmo sua reputação servia ali, não conseguiu conter a raiva.

"Então minhas palavras já não valem nada? Quero que o chefe de vocês venha falar comigo pessoalmente. Quem ousar levar meu genro hoje, vai se arrepender!"

Mas o capitão não cedeu.

"Se o senhor, Diretor Macedo, tem algo a tratar, vá à delegacia e converse com o chefe. Levem Vinicius."

As outras pessoas apenas observavam de longe, como se assistissem a um espetáculo. Ninguém ousava intervir para impedir.

Afinal, os uniformes dos policiais e os distintivos em seus ombros não eram mera decoração; ninguém queria desafiar o Estado.

Além do mais, muitos estavam ali apenas para ver o desenrolar do drama. Queriam saber o que, de fato, estava acontecendo. Os jornalistas, então, levantavam suas câmeras: era uma notícia imperdível, mais chamativa do que o próprio lançamento da empresa de Vinicius na bolsa.

O Diretor Macedo estava tão furioso que quase perdeu o equilíbrio, enquanto a Sra. Ulhoa gritava alto, chamando pelos seguranças.

O capitão olhou para Vinicius, inicialmente sem intenção de responder, mas diante de sua arrogância, não pôde evitar um sorriso frio.

"Isso nós não sabemos. Só estamos cumprindo ordens superiores. Quanto aos crimes, isso será decidido pelo tribunal. Você tem direito a um advogado, mas saiba que tudo o que disser poderá ser usado como prova formal.

Diretor Ulhoa, se eu fosse o senhor, guardaria minhas forças para se defender, em vez de perder tempo aqui discutindo conosco.

Quanto à conduta descortês da Sra. Ulhoa e de seu sogro conosco, por ora não vamos levar adiante. Em vez de questionar aqui, ligue para a Sra. Ulhoa e peça que ela contrate um bom advogado, porque, a partir de agora, não poderá ser liberado sob fiança."

Ao ouvir isso, Vinicius quase explodiu, mas não importava o quanto gritasse, ninguém no carro lhe dava atenção. Pelo contrário, seguravam firmemente seus braços, impedindo qualquer movimento.

Sentado no carro, Vinicius refletiu por alguns instantes, até que de repente se lembrou de ter visto o assistente de Hugo, Irineu, quando estava saindo.

E Irineu nunca se afastava de Hugo, a menos que tivesse uma missão importante a cumprir. Caso contrário, jamais se separaria de seu chefe.

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