Mas, afinal, foi Rosa quem o salvou. Se, naquele momento, Rosa não tivesse pedido a Hugo para intervir, ele provavelmente teria sido morto a pancadas nas mãos de Eder.
Luan observou em silêncio enquanto Rosa descascava a maçã. Na sua situação atual, ele não tinha controle sobre nada; só podia aceitar o que o destino lhe reservava.
Rosa cortou a maçã descascada em pedaços, pretendendo dá-los um a um na boca de Luan. Luan, engessado, de fato tinha dificuldades para se mover.
Mas abrir a boca parecia íntimo demais, e não abrir também não parecia certo. A situação de Rosa lhe dando comida era muito ambígua. Uma única frase de Rosa dissipou suas preocupações.
"Por que não está comendo? O que foi? Por acaso, eu não sou sua irmã mais velha?"
Com medo de que Rosa ficasse com raiva, Luan não teve escolha a não ser abrir a boca e aceitar a maçã. Rosa Luz ficou muito feliz.
"Isso mesmo, assim está melhor. Um irmão mais novo deve se comportar como um."
Ela deu a Luan vários pedaços de maçã em sequência. O olhar de Luan se fixou na porta.
Uma figura esguia estava encostada displicentemente no batente. Era Cláudio, com sua pose arrogante e um cigarro apagado no canto da boca, apenas observando os dois.
Luan disse em voz baixa: "Rosa, seu namorado chegou."
Rosa seguiu o olhar de Luan e viu Cláudio.
A princípio, Rosa não queria dar atenção a ele, mas, temendo que ele começasse com seus comentários sarcásticos e insuportáveis, disse com indiferença: "Se quer entrar, entre e sente-se."
Cláudio soltou um "哼" com o nariz empinado.
"Só vim ver como vocês estão. Por que esse tal de Luan é uma assombração que não larga do seu pé? Vocês dois querem tanto ficar juntos assim?"
Rosa ficou um pouco irritada ao olhar para Cláudio.
"Se você veio aqui para visitar o Luan, seja bem-vindo. Mas se veio para arrumar confusão, por favor, retire-se."
O olhar de Cláudio escureceu por um instante, já sem a arrogância de antes, mas ele também não implicou com Rosa como costumava fazer.
Ele mastigou o cigarro na boca: "Ingrata, não reconhece quem quer seu bem."
Depois de dizer isso, ele desapareceu da porta. Após a saída de Cláudio, Rosa olhou para a cama de Luan: "Não ligue para ele, ele é assim mesmo. Não fique com raiva, ele nunca vai mudar esse péssimo temperamento."
Rosa era do tipo que acreditava em tudo que lhe diziam. Luan de fato pensou em fazê-la se apaixonar por ele, mas depois de passar um tempo com ela, começou a hesitar.
Ele simplesmente não conseguia fazer mal a Rosa. Essa herdeira rica não era como as outras garotas ricas que ele conhecera, que eram mandonas e nunca pensavam em respeitar ninguém.
Com aquelas, ele podia ser impiedoso, gastar seu dinheiro e até enganá-las. Mas, diante da pureza de Rosa, ninguém conseguiria cometer tal ato.
Luan não disse nada. Rosa, ao vê-lo fazendo uma careta, percebeu que provavelmente o fizera querer rir e, ao mesmo tempo, sentir dor na ferida. Assustada, não ousou mais brincar com ele.
À noite, Rosa contratou um cuidador para Luan, pois precisava voltar para a casa da Família Luz e se apresentar ao Sr. e à Sra. Luz.
Ela só ousava dormir fora ocasionalmente, geralmente pedindo a Julieta para acobertá-la, mas não se atrevia a fazer isso com frequência por medo de levantar suspeitas dos pais.
Ao sair do hospital, Rosa pensou que Cláudio já tivesse ido embora, mas ele ainda estava lá.
Uma Ferrari vermelha extravagante estava estacionada na entrada do hospital. Rosa o viu de imediato. Onde quer que Cláudio estivesse, sempre havia um fluxo constante de garotas se aproximando para pedir seu WhatsApp.
O cabelo tingido de loiro de Cláudio era excepcionalmente chamativo. Rosa olhou em sua direção e viu mais algumas garotas se preparando para abordá-lo.

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