Minutos depois, o carro de aplicativo de Rosa chegou. Ela abriu a porta e entrou. Pelo retrovisor, viu o carro de Cláudio seguir na direção oposta à dela e, finalmente, não conseguiu se conter e começou a chorar alto.
Aquele maldito Cláudio, sempre conseguia jogar sal em suas feridas nos momentos mais felizes. Como ela pôde se apaixonar por um homem assim?
Rosa decidiu que, a partir daquele momento, nunca mais falaria com ele. O motorista, vendo Rosa chorar desconsoladamente, ofereceu-lhe um lenço.
"Senhorita, você está bem? Não vá fazer nenhuma besteira por causa de um término, hein."
O motorista tinha pavor de encontrar garotas com o coração partido. Algumas vezes, já lhe pediram para levá-las à praia. Ele se recusou a aceitar a corrida, mesmo que isso significasse ter sua licença suspensa.
Os jovens de hoje eram cada vez mais assustadores. Rosa entendeu a preocupação do motorista como um gesto de gentileza e brincou com ele.
Com o rosto ainda molhado de lágrimas, ela forçou um sorriso.
"Pode ficar tranquilo, motorista. Mesmo que eu fosse morrer, não seria no seu carro."
Ela pediu ao motorista que a levasse para casa. A Sra. Luz esperou por Rosa e só a viu chegar às dez da noite.
"Por que você tem voltado tão tarde ultimamente? Rosa, uma garota não deve ficar na rua até tarde, não é seguro."
A Sra. Luz notou os olhos vermelhos da filha, como se tivesse chorado. Ela ia perguntar mais alguma coisa, mas Rosa respondeu com uma voz fraca e arrastou os pés lentamente escada acima.
Nesse momento, o Sr. Luz se aproximou e abraçou suavemente a Sra. Luz.
"Nossa filha cresceu, algumas coisas já não estão mais sob nosso controle. Deixe-a fazer o que quiser, desde que não se coloque em perigo."
A Sra. Luz suspirou. Era a única coisa que podiam fazer.
Ao chegar em seu quarto, Rosa enviou uma mensagem para Julieta.


"Aconteceu algum problema? Seu tio ainda está por aqui nos próximos dias. Se precisar da ajuda dele, pode falar diretamente com ele."
Rosa se lembrou de Luan no hospital. A surra que ele levou de Eder provavelmente marcou o fim de seu passado.
Com a intervenção de seu tio, aquele homem certamente não ousaria mais procurar Luan.
Seus dedos digitaram rapidamente no celular.
"O Luan está bem. O problema é o Cláudio. Tia, estou tão confusa."


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