Rosa, segurando a cesta de flores, quase riu de raiva. Cláudio era um homem sem romantismo, mas, considerando que ele finalmente parecia ter aprendido a agradar uma garota, ela decidiu perdoá-lo daquela vez.
Rosa se convenceu disso em sua mente, e seus pés, quase por vontade própria, seguiram Cláudio até o carro.
Ela se sentou no banco do passageiro do carro de Cláudio. Com uma pisada no acelerador, o vento soprou em seus ouvidos.
O ar trazia uma brisa fresca que agitava os longos cabelos de Rosa, deixando-a com uma aparência etérea e encantadora.
Cláudio a viu de relance. A parte mais sensível de seu coração pareceu subitamente esvaziar, deixando-o atordoado, sem saber o que estava fazendo.
Rosa estava muito mais calma que ele. Ao ver o sinal vermelho à frente e Cláudio sem intenção de diminuir a velocidade, ela não pôde deixar de avisar:
"Sinal vermelho."
Só então Cláudio voltou a si e pisou no freio bruscamente. Os dois foram projetados para a frente com a inércia.
Rosa olhou para Cláudio, ainda assustada.
"O que deu em você? Está tão preocupado... levou um fora?"
Rosa disse, também de mau humor. Se ela não o tivesse avisado, Cláudio teria perdido metade dos pontos de sua carteira.
Cláudio, é claro, não admitiria que se distraiu ao olhá-la.
Mas ele fez uma piada sem graça: "Sim, levei um fora. A namorada que me deu o fora não está sentada aqui do meu lado?"
Essa frase deixou Rosa ao mesmo tempo feliz e preocupada.
Feliz porque Cláudio finalmente parecia notá-la e até gostar um pouco dela; preocupada porque a mente daquele homem às vezes não funcionava direito.
Ele era instável, e ela não sabia qual seria seu próximo humor. Mas, em comparação com antes, pelo menos havia um progresso.
Rosa decidiu não se importar mais com isso. O sinal ficou verde, Cláudio acelerou e, quando chegaram ao destino, o pôr do sol tingia o céu com cores magníficas e vibrantes.
Além do carro esportivo vermelho de Cláudio, havia cerca de sete ou oito carros de cores variadas alinhados na estrada.
Rosa olhou e viu que a maioria dos carros valia na casa das dezenas de milhões. Ela se lembrou que seu tio tinha muitos carros, que ela já vira na garagem.
Quando mais jovem, seu tio adorava carros, mas com a idade, passou a dirigir veículos mais sóbrios e imponentes, deixando os outros acumulando poeira na garagem.
Rosa uma vez quis dirigir um deles, mas seu tio a proibiu terminantemente, dizendo que eram carros modificados, inadequados para garotas. Então, ela desistiu da ideia.

Cláudio, com medo de que Rosa pensasse que ele ainda tinha sentimentos por Julieta, se adiantou para se explicar. Rosa finalmente não conseguiu se conter e soltou uma risada.
"Você não precisa me dizer o que sente pela minha tia. Não adianta nada. Mesmo que você ame minha tia de morrer, ela ainda é minha tia."
Rosa sempre conseguia jogar um balde de água fria em Cláudio quando ele se sentia mais sentimental. Essa frase o fez ranger os dentes de raiva.
Ele sentiu um nó no estômago. Pensar nisso o deixava furioso. Se ele tivesse tido a coragem de lutar por ela na época, talvez o bebê na barriga de Julieta fosse dele.
Mas, olhando para o rosto belo e inocente de Rosa, Cláudio sentiu que não se arrependia. Ele não sabia explicar que tipo de sentimento tinha por Julieta.
Mas agora, o que ele entendia melhor era que cada movimento de Rosa mexia com suas emoções. Especialmente ao vê-la com aquele rapaz, Luan, seu coração parecia arranhado por milhares de gatos.

A partir de então, ele também não ousou mais pensar em Julieta, concentrando-se apenas em como levar Rosa para casa.
Quanto ao seu tio, aquele velho, se ele realmente planejava não se apaixonar mais na vida, que assim fosse.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: HERDEIRA LOUCA: MEU DINHEIRO, FORA VOCÊS!