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HERDEIRA LOUCA: MEU DINHEIRO, FORA VOCÊS! romance Capítulo 851

Hoje era um grande dia: o da abertura de capital da empresa. Sra. Ulhoa acompanhara o Sr. Ulhoa à Comissão de Valores Mobiliários logo cedo. Laercio também comparecera.

Para Laercio, Vinicius era um genro digno de consideração. Apesar das confusões e escândalos em que Vinicius se envolvia fora de casa — coisas que Laercio, como homem, entendia bem — ele já aconselhara a filha a relevar e não se apegar demais a essas questões.

Afinal, o patrimônio da Família Macedo precisava de alguém como Vinicius para ser administrado, e o casal tinha um acordo pré-nupcial: mesmo que Vinicius tivesse ajudado a construir todo o império, não poderia levar nada consigo.

Com essa garantia, Yana soubera se contentar; ser Sra. Ulhoa lhe proporcionava todo o prestígio de que necessitava. Desde que o marido prosperasse, ela manteria seu lugar, e ninguém jamais atravessaria os portões da Família Ulhoa.

Naquele instante, Vinicius estava prestes a tocar o sino na bolsa de valores. Sra. Ulhoa, adornada de joias, permanecia ao seu lado, enquanto Laercio, com mais de sessenta anos e sem um fio de cabelo branco, irradiava vitalidade na primeira fila do auditório.

Laercio, que só tinha Yana como filha, era verdadeiramente um bom homem, sempre guardando a saudade da esposa falecida. Yana era a única capaz de tocar-lhe o coração; por isso, ele alternava entre apoiar e controlar Vinicius. Sentia-se orgulhoso e satisfeito ao ver até onde o genro chegara.

Pelo menos, com uma empresa aberta na bolsa, ele agora tinha a carta na manga para legalizar o dinheiro que juntara ao longo da carreira política e garantir uma aposentadoria tranquila.

Ao lado de Vinicius, o mestre de cerimônias anunciava a hora do toque do sino. Vinicius segurava o martelo enfeitado com fita vermelha, prestes a bater no grande gongo dourado.

Todos já estavam prontos para aplaudir. Sra. Ulhoa, ao lado, estava emocionada às lágrimas, mas sabia se conter; deixava que as lágrimas brilhassem apenas nos olhos, virando-se com frequência para as câmeras, mostrando a pele impecável como a de um ovo descascado.

No dia seguinte, a manchete do jornal de Cidade Begônia traria a notícia da abertura de capital da empresa do marido. Ela queria que toda Cidade Begônia visse sua felicidade.

Vinicius já havia adotado a pose mais elegante. Quando o martelo vermelho estava prestes a tocar o gongo dourado, de repente, uma agitação surgiu no fundo do auditório. Logo, alguns policiais se aproximaram.

A segurança, a princípio, pensou que fosse uma confusão qualquer, mas, ao verem o homem de chapéu à frente, abriram caminho respeitosamente.

Aproveitando-se do fato de seu pai ser membro do clube mais influente de Cidade Begônia, ela falava com arrogância, sem dar a menor importância aos policiais.

O comandante, à frente da equipe, manteve-se respeitoso, mas firme, olhando diretamente para Sra. Ulhoa.

"Desculpe, mas perante a lei todos são iguais. Recebemos ordens superiores para levar o Sr. Ulhoa para investigação. Se a senhora tiver alguma objeção, pode apresentá-la na delegacia."

Mas Sra. Ulhoa não tinha paciência para isso. Amparada pelo cargo do pai, insistiu com os agentes da lei.

"Não, hoje ninguém vai levar meu marido! Quero ver quem ousa tocá-lo. É o dia mais importante para nossa empresa! Se atrasarem a abertura de capital, vocês vão arcar com as consequências?

Vocês sabem quanto ganham por mês neste emprego? Sabem que o valor de mercado da nossa empresa é contado em bilhões?"

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