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Grávida do Tio do Meu Ex romance Capítulo 2

Valentina deu um grito agudo e largou a taça.

Splash!

O copo inteiro de vinho virou em cima de seu cabelo bem arrumado.

O líquido escorreu pelos fios, passou pelos olhos arregalados, estragou o batom vermelho e ensopou a roupa.

Uma bagunça.

Valentina segurou o pulso e, antes de se recuperar da dor e do choque, o segundo golpe desceu!

— Ugh!

Dessa vez, acertou em cheio no ombro dela.

Em seguida, na cintura, na barriga, nas costas...

— Ah! Sai daqui! Sua louca!!

Valentina gritou, desviando feito louca. Toda a elegância sumiu.

— É... eu sou louca...

A voz de Clara estava rouca, tremendo.

No segundo seguinte, ela levantou a voz com enorme ódio: — Louca o suficiente para bater em vadias descaradas!

Depois de falar, agarrou a bengala com toda a força do corpo e deu outro golpe, acertando em cheio a parte de trás dos joelhos de Valentina!

Valentina gritou e caiu para a frente.

Bang! Crash!!!

Ela caiu de cara na mesa.

No mesmo instante, taças e pratos tombaram, e vinho espirrou para todo lado.

Sua maquiagem borrou, o vestido ficou encharcado de vinho, um sapato caiu e a meia-calça rasgou, fazendo grandes buracos que revelaram a pele ralada.

Ela se debatia de quatro no meio da bagunça, como um palhaço.

— Chega!

Enzo finalmente reagiu.

Com o rosto pálido, ele segurou a bengala que estava prestes a descer de novo.

Clara ergueu os olhos para ele.

Uma dor aguda subiu do nariz para os olhos, queimando sua visão até deixá-la embaçada.

Esse era o homem que ela amou por cinco anos e arriscou a vida para ficar perto.

E agora ele estava usando a mão para proteger a pessoa que quase destruiu os olhos dela.

Ela não conseguia falar, apenas sentia todos os ossos do corpo tremerem sem controle.

Valentina estava caída na mesa bagunçada.

Valentina mandou jogá-la no fundo de uma montanha e disse sorrindo: — Só quero ver se você é dura na queda.

Ela ficou meio mês em um porão escuro e úmido, segurando cacos de garrafa contra a garganta, só para evitar que as mãos sujas dos homens do campo a destruíssem.

Os cacos de vidro perfuravam a pele de novo e de novo, formavam casca e rachavam.

Até hoje, as cicatrizes tortas em sua garganta coçavam e doíam em dias de chuva.

Toda vez que era maltratada, Enzo a abraçava como um louco, querendo esmagá-la em seus ossos. Com os olhos vermelhos, ele jurava: — Desculpe, Clara, eu vou me vingar.

Mas a tal 'vingança' resultou apenas em Valentina atropelando-a e cegando-a sem o menor pudor.

Ela se lembrava daquele dia. Enzo apertou o pescoço de Valentina, gritando com os olhos vermelhos que a mataria.

Naquela época, o ódio dele era real.

Mas agora.

Ele tomou o golpe no lugar da assassina e, em vez disso, gritou dizendo que ela estava fazendo barraco?

Clara riu de repente. Lágrimas misturadas com sangue caíram: — Enzo, ela me atropelou e me cegou, me fez passar um ano na escuridão. Eu só devolvi alguns golpes com a bengala... E isso é fazer barraco?

— Ela foi um pouco impulsiva daquela vez.

Enzo franziu a testa. Seu rosto mostrava uma impaciência arrogante: — Mas ela se ajoelhou na tempestade por mais de três horas e até teve uma crise de miocardite.

Ele fez uma pausa e disse: — Ela já recebeu o castigo. E, neste último ano, me prometeu não causar mais problemas para você. Clara, o que passou, passou...

Ele a encarou e falou palavra por palavra: — Pare de insistir nisso.

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